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Infecção em idosos

Febre e mal estar são os sinais típicos de infecções que tomam conta do organismo, mas não valem para todas as faixas etárias.

Entre os idosos, especialmente os mais velhos ou com doenças crônicas associadas, os sintomas das infecções variam entre confusão mental, hipotermia (redução considerável da temperatura) e mudanças importantes no comportamento.

O idoso pode ter ainda sonolência e fraqueza geral. Nos pacientes com alguma dificuldade cognitiva, pode ter redução nos níveis de consciência e, um sinal de uma infecção mais grave é, ao invés da febre, uma hipotermia, e hipoglicemia. Pode ter ainda confusão mental, agitação, agressividade e até mesmo uma queda do paciente é uma manifestação em potencial de infecção em idoso, explica Rodolfo Pedrão, médico geriatra do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR).

A mudança na apresentação dos sintomas confunde os familiares, que tentam buscar outras explicações para esses sinais. Isso atrasa o diagnóstico e, quem sofre, é o próprio paciente idoso. De acordo com José Mário Tupiná Machado, médico geriatra do hospital Marcelino Champagnat e professor de geriatria da PUCPR, as mudanças no envelhecimento são lentas e gradativas — e ninguém apresenta demência de um dia para outro.

É importante que a família tenha consciência que as mudanças de aparência, de comportamento, de rotina sempre precisam ter uma explicação. Sempre precisam buscar uma explicação para elas. Não pode ficar achando que é da idade. Qualquer mudança deve ser checada porque pode ser, entre outras coisas, uma infecção, reforça Machado.

Alerta aos sintomas de infecções nos idosos

Fique atento aos seguintes sinais, de acordo com orientações dos médicos geriatras José Mário Machado e Rodolfo Pedrão:

  • Mudança de comportamento: Se, de repente, o idoso que era agitado, participativo ou brincalhão se torna apático, prostrado, se isola ou se irrita com facilidade, fique de olho. O contrário também é verdadeiro: de alguém menos para mais agitado.
  • Confusão mental e alucinações: Nem sempre uma falha de memória ou confusão é sinal de demência, mas pode indicar uma infecção não diagnosticada.
  • Hipotermia: Em infecções mais graves, ao invés de aquecer, o corpo tende a se resfriar, podendo levar a um quadro de hipotermia.
  • Sonolência e redução dos níveis de consciência: Especialmente nos pacientes com dificuldades ou déficit cognitivos, as infecções podem levar a uma maior sonolência e até reduzir a consciência.

 

Doenças importantes

Se o idoso tiver, concomitantemente à infecção, doenças que comprometem a imunidade, ou doenças debilitantes, como demências em estágio avançado, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, o risco de ter sintomas mais atípicos é maior.

Infecções em geral podem causar esses sinais atípicos, mas as infecções mais prevalentes entre os idosos são pneumonia, infecção urinária e de pele, explica José Mário Machado, médico geriatra do hospital Marcelino Champagnat.

Como evitar?

A melhor forma de evitar as infecções, segundo o médico geriatra Rodolfo Pedrão, se dá pelo cuidado com a saúde em geral do idoso, o que significa prezar por uma alimentação saudável, atividades físicas e vacinação.

É importante lembrar das vacinas, da gripe, por exemplo. Alguns idosos recebem a indicação de tomar também, especialmente quem está tratando de doenças crônicas, as vacinas contra a pneumonia e o herpes zóster. Mas a vacina contra a gripe é fundamental, se não tiver nenhuma contraindicação, diz o especialista que também faz parte da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.”

Referência: Gazeta do Povo

Garçom

Um jovem garçom decidiu parar tudo que estava fazendo em um restaurante de Belle Vernon, na Pensilvânia (EUA), para almoçar com um idoso de 91 anos que estava sozinho.

Lisa Meilander e sua família estavam almoçando na mesa ao lado quando se depararam com a cena. Ela decidiu tirar uma foto e a publicou nas redes sociais, esquentando o coração dos internautas.

Ao ver o idoso almoçando meio cabisbaixo e entristecido, o garçom Dylan Tetil se dirigiu até sua mesa, onde ambos começaram a conversar.

“O senhor pediu desculpas por não ouvir muito bem”, escreveu Meilander no Facebook. “Ele havia esquecido de colocar seus aparelhos auditivos. Falou sobre como ele perdeu a audição durante seu tempo na guerra. Ele tinha 91 anos e muitas, muitas muitas histórias para contar. Dylan ouviu pacientemente dando-lhe toda a atenção do mundo.”

Garçom ‘bom ouvinte’

“Eventualmente o homem se desculpou por falar tanto. ‘Estou sozinho agora’, ele disse, ‘e muitas vezes não tenho ninguém com quem conversar’.” Dylan sorriu e disse que gostava de ouvir.

O rapaz então ajudou o homem a escolher uma refeição no cardápio antes de levar o pedido para cozinha. Eles almoçaram juntos.

“Acho que não fomos os únicos a escutar a conversa”, brincou. “Depois que o senhor recebeu sua comida, eles voltaram a conversar, enquanto comiam. Quando saímos do restaurante, lá estavam eles ainda, na mesa, sentados e conversando. Vimos muitas pessoas saindo dali com um sorriso no rosto. Foi um momento muito comovente.”

“Com todas as histórias negativas que circulam por aí, esta foi uma lufada de ar fresco. Eu me pergunto se eu teria sido tão gentil e atenciosa se fosse eu quem estivesse trabalhando lá”, acrescentou. “Uma coisa é certa: se você estiver no [Restaurante] Eat’n Park em Belle Vernon, peça por Dylan. Se ele for o seu garçom, com certeza você será muito bem atendido.”

Referência: Razões para Acreditar

Livro da Vovó

Olhando sempre para o lado positivo da vida, acompanhada da risada gostosa que é sua marca registrada, Maria Emília de Mendonça, a vovó Dodóca, alcançou mais um sonho na  longa trajetória. Aos 103 anos, ela lançou neste sábado (10), em Novo Hamburgo, o livro Encontro das Águas, que eterniza as suas memórias em 129 páginas. A obra conta como ela encara o mundo para chegar a incrível marca de mais de um século na Terra — ainda se sentindo jovem, garante ela. 

Para a vovó Dodóca, o segredo de tudo está na cabeça, e não no corpo. Ela sugere que todos olhem para a vida sempre buscando a sua melhor parte. Ou seja, para ela, o copo nunca está meio vazio, mas meio cheio. Assim, segundo a vovó, é possível atingir a longevidade de maneira feliz.

Perguntada sobre o momento mais alegre, complementou a primeira fala: 

— Alegria eu tenho sempre. Eu penso mais é nas amizades, no amor, nas pessoas que estiveram e estão comigo. 

A ideia de escrever o livro já existia em dona Maria Emília, mas foi incentivada pela filha, Marli Helena de Oliveira, 68 anos, que buscou a parceria do escritor e amigo Fabrício Vijales. Foram várias semanas de entrevistas da vovó ao profissional entre 2017 e 2018, em encontros todas as segundas-feiras para que ela detalhasse os principais pontos da vida centenária.

As histórias da vovó

O livro conta desde os primeiros anos dela, neta de um escravo, em uma família humilde. Nascida na área rural de Gravataí, ela perdeu a mãe aos sete anos, o que abreviou a infância e fez com que ela trabalhasse desde cedo. Teve de assumir os irmãos e se tornar uma mãe repentinamente. Ainda assim, ajudava o pai na roça com uma enxada sempre que ele precisava. Depois, aos 13 anos, foi morar em Porto Alegre, no bairro Bom Jesus, onde trabalhou como doméstica nas casas de famílias ricas da época. 

O texto reflexivo também atende a um dos principais hábitos da dona Maria Emília: ler. Há 10 anos, ela decidiu largar outros passatempos, como a TV, e dar mais atenção para a leitura, um hábito que nunca mais deixou e recomenda a todos. Nem mesmo a casa cheia com os nove netos, 12 bisnetos e cinco tataranetos é capaz de tirar a concentração dela nos textos.  

Ultimamente, a vovó teve agenda de estrela para divulgar o Encontro das Águas. Visitas em prefeituras, casas de amigos, conversa com autoridades e uma maratona de entrevistas marcaram os últimos dias da dona Maria Emília. Ela lembra o nome de cada um que a entrevistou e perguntou a vários as suas datas de nascimento, para que possa dar os parabéns na próxima vez em que os encontrar.

— Está muito legal. Foi uma boa ideia da Marli o livro. Tá bombando! — diverte-se, usando um termo jovem, a mulher que já tem quase 38 mil dias de vida.  

Além do livro, no ano passado, a vovó alcançou outro sonho em sua vida. Comemorou os 102 anos em sua primeira viagem internacional, com a filha, para Portugal. Maria Emília lembra de compartilhar o sonho com algumas pessoas, que duvidaram que ela conseguiria ir tão longe com a idade avançada. A viagem foi de mais de 20 dias e ela adorou.

A memória de Maria Emília impressiona a qualquer um. Ela não demora para responder as questões, não titubeia, lembra de datas com a precisão de quem não usa agendas. Uma das histórias que ela mais se diverte ao contar foi sobre a vez em que abandonou o noivo pouco antes do casamento, aos 24 anos. O pretendente era mais velho, amigo de seu pai, e já tinha até feito casa para eles e entregue uma aliança. Ela tinha certeza que não queria casar com aquele homem. 

— Teve uma noite que eu não dormi. Não sabia como diria para o meu pai. Mas criei coragem e falei pra ele ao amanhecer, quando pedi a bênção. Ele, graças a Deus, entendeu. Saí a pé para caminhar duas horas até o cartório e ainda encontrei o noivo no caminho. Ele tinha uma faca, e me ameaçou. Disse pra ele: quer me matar, pode me matar, mas contigo eu não caso — conta. 

O destino, como ela mesmo lembra, foi caprichoso e ela casou-se com o homem de sua vida: um amigo que ela já gostava de outros tempos. Foi com ele que ela teve os seus seis filhos. 

Vitalidade e saúde de ferro

Chama atenção também seu estado de saúde: não usa óculos nem para ler, caminha lentamente, mas com passadas firmes e sem bengalas, e só toma dois remédios, um para manter controlada a pressão arterial e outro para labirintite. Fazia hidroginástica até os 99 anos de idade e só parou de ir, assegura, porque ficou sem companhia. Até os 101, ela morava sozinha em sua casa em Novo Hamburgo. Há dois anos, mora com a filha, na mesma cidade.  

— Não tem quem não se impressione. Ela é uma pessoa iluminada, que alegra quem está por perto  — revela Marli.

A vó Dodóca também revela sua dieta: come de tudo, mas em porções pequenas. Gosta de cozinhar à moda antiga, usando banha no feijão, que deixa as comidas mais saborosas. O prato preferido é dobradinha: mondongo com batata. Nunca fumou, nunca bebeu e nunca usou drogas. 

Na rotina, gosta de ir em todas as festas em que é convidada e a encontros com familiares e amigos.  É adepta da filosofia Seicho-no-Ie há 30 anos. Ficar muito tempo parada não é algo que deixe feliz a centenária do Vale do Sinos. Tenta sempre viajar e os outros Estados do Brasil estão entre os seus destinos favoritos. Para o futuro, o único pedido que faz toda noite é que possa seguir conhecendo novos lugares. 

O nome do livro, Encontro das Águas, é uma simbologia feita pelo autor pela resiliência da dona Maria Emília com os problemas da vida. Uma pessoa que se molda ao passar dos anos, mas que segue sempre o seu próprio fluxo. Se ficar parada, apodrece. Por isso, precisa mover-se em seu caminho desviando de pedras e dos problemas, mas sem nunca parar de seguir. Olhando, claro, para o lado positivo e mantendo a risada contagiante.

Referência: GaúchaZH

Neto e Avó viajam juntos

Há quatro anos, a vovó Joy contou ao neto, Brad Ryan, que jamais havia visto o mar. Dias após a ‘confissão’, o rapaz levou-a à praia, onde o contemplaram o pôr-do-Sol juntos.

Mais do que isso, Joy e Brad começaram a se aventurar pelos locais e paisagens mais deslumbrantes da América do Norte – desde 2015, eles viajaram para dezenas de locais espalhados pelos Estados Unidos, Canadá e México.

Brad havia acabado de terminar o curso de Medicina Veterinária e se sentia esgotado pela faculdade. Certo dia, decidiu visitar a avó, Joy, de 85 anos. Ele esperava passar algum tempo com ela para elevar seus ânimos.

Entre uma conversa e outra, a idosa disse que seu “grande sonho não-realizado na vida era poder contemplar o oceano e as montanhas deste país”.

O neto então a chamou para cruzar o estado de Ohio e viajar até a costa leste, onde eles poderiam contemplar o Oceano Atlântico. Em seguida, eles iriam para as famosas Montanhas Smoky, mas sem muito planejamento. Joy não pensou duas vezes: topou se aventurar com o neto.

Daquela pequena expedição em diante, avó e neto visitaram 29 parques nacionais e viajaram um total de 37 mil quilômetros nos últimos quatro anos. E a aventura está longe de acabar!

“Ver a alegria da minha avó, que acorda todas as manhãs feliz e realizada, me faz ter gratidão pela vida. Ela me ensinou a viver”, disse Ryan. “Com ela, aprendi a desacelerar e ver as coisas de uma maneira diferente. Me sinto mais rico.”

“Eu amo muito a minha avó; ela me faz ter uma grande paz comigo mesmo. Enquanto estamos viajando e conhecendo todos esses lugares, sinto nossos espíritos desprendidos e livres, livres para contemplar as paisagens.”

Ryan tem documentado as suas aventuras ao lado de Joy no Instagram, e e espera que sua presença na rede social inspire outros jovens a passar mais tempo com seus familiares mais velhos. Instagram: @doctorhellbender

“Eu quero que as pessoas mais jovens saibam que sim, é muito legal sair com seus avós!”, disse. “Você não sabe o que está perdendo… Há muita perspectiva e conhecimento que podemos obter nos relacionando com eles.”

Referência: Razões para Acreditar

GPS

Quem cuida de pessoas idosas ou com algum tipo de desordem mental nem sempre consegue estar com elas em 100% do tempo. E se elas também não estão com um celular, ou não conseguem usar um, como se certificar de que não se perderam? A americana GTX Corp endereçou este problema criando solados inteligentes de calçados com GPS, que permitem monitorar à distância a localização de crianças e idosos com doenças como Alzheimer ou demência.

Smart Sole, nome dado ao produto, começou a ser concebido ainda em 2002 pela empresa, que se descreve como a “primeira companhia de dispositivos usáveis com GPS do mundo”. “Nossa inspiração foram as milhões de pessoas com Alzheimer, demência, autismo e traumas cerebrais que possuem problemas de memória e tendem a se perder se ficam sozinhas”, descreve o CEO Patrick Bertagna no site da empresa.

Segundo a empresa, mais 100 milhões de pessoas no mundo todo precisam de acompanhamento constante em função de diversos problemas que afetam a memória. O número tende a crescer para 277 milhões até 2020, segundo o Relatório Anual de Alzheimer.

A preocupação era com essas pessoas ficarem desacompanhadas em casa, e acabarem conseguindo sair sem rumo pelas ruas. Com o avançar da tecnologia e a febre dos smartphones pelo mundo, logo se tornou mais fácil conceber como os responsáveis pelos doentes – e pelas crianças, que também podem se perder mais facilmente – poderiam monitorá-los.

O solado inteligente não é só um chip, mas “um minúsculo celular dentro do sapato”, descreve a GTX. Ele usa a rede celular para se comunicar, requer um plano de telefonia e precisa ser recarregado diariamente. Ele estando online, os responsáveis podem monitorar em tempo real a localização de quem usa os sapatos utilizando um login e senha protegidos.

O sistema também envia automaticamente e-mails e SMS para os cuidadores, caso o usuário do calçado saia da área de monitoramento. O solado é vendido em vários tamanhos adultos e infantis, e possuem um formato padrão que se encaixa nos sapatos e tênis casuais mais comuns.

Depois de patentear a tecnologia e lançar seu próprio dispositivo, a GTX Corp viu a solução ser adotada por outras companhias, que em alguns casos inserem os solados em sapatos que são comercializados de forma conjunta. A japonesa Wish Hills é uma delas.

Referência: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Idosa de 102 anos se casa novamente

Ouvimos várias vezes que não há idade para o amor, mas certamente ninguém o testou como esses dois pombinhos centenários.

Algumas mulheres podem sentir medo de nunca mais encontrar o amor em idade avançada. Por exemplo, algumas mulheres acreditam que, se forem solteiras aos 30 anos, nunca mais encontrarão amor ou estarão simplesmente fadadas ao fracasso. No entanto, isso não tem que ser assim, desde que uma mulher de 102 anos mostrou que por amor não há idade e apesar dela, ela encontrou o amor de novo e se casou com seu noivo de nada mais e nada menos do que 100 anos. 100 anos.

A história de Phyllis e John Cook começa em Sylvania, Ohio, onde o casal mora atualmente. A adorável Phyllis tem 102 anos e John 100. E embora muitos pensem que por causa de sua idade eles apressaram tudo, o casal realmente aceitou o relacionamento com calma e durou um ano como casal antes de decidirem se unir em casamento.

Idosa de 102 anos se casa

O casal se conheceu em uma instituição para idosos. A química entre os dois era quase inevitável, eles passaram muito tempo juntos e desfrutaram de longas conversas, compartilhando refeições, apreciando o pôr do sol e organizando diferentes encontros românticos.

John é um veterano da Segunda Guerra Mundial, que recentemente completou seu centenário, Phyllis, por outro lado, é originário da Virgínia Ocidental e fará 103 anos neste ano.

Segundo Phyllis, os dois se apaixonaram rapidamente. “Eu sei que você acha que pode ser um pouco exagerado para alguém da nossa idade, mas nos apaixonamos um pelo outro”, disse Phyllis.

Deve-se notar que os dois são cozinheiros muito bons e passam muito tempo juntos no centro de vida assistida onde eles gostam de comer e sentar-se ao sol. Além disso, embora passem muitas horas juntos, o casal compreende a importância de cada um ter seu próprio espaço para suas atividades pessoais.

Este casal de veteranos nos mostrou que, por amor, não há restrição e que há uma grande faísca entre eles.

Referência: A Soma de Todos os Afetos

Pediatra atende crianças gratuitamente

Todas as segundas e quintas-feiras, o pediatra Ivan Fontoura, 92 anos, caminha com a esposa, Eva, que é enfermeira, até um posto de saúde em Praia de Leste, um balneário de Pontal do Paraná (PR), para atender 30 crianças gratuitamente.

Eles sabem que o dia será cheio, e recompensador. O trabalho é inteiramente filantrópico, uma vez que ambos não receberão nada por isso. “Eu vou [trabalhar] até quando não poder mais”, diz Ivan.

“Eu quero morrer em pé. Fisicamente eu sofro, trabalhando sem parar, descansando só para tomar um café, mas ser médico é isso. Depois, a gente se recompõem e continua”, relata o pediatra.

“Eu já ganhei dinheiro que dá pra viver. Sempre estive ligado às crianças com necessidades, na parte social, e quis continuar. Havia necessidade de ajudar aqui, porque o povo me conhece e acaba pedindo. Agora então, com o apoio da Secretaria de Saúde, faço isso de forma organizada. Minha esposa me ajuda muito, é uma grande parceria”, contou.

Sobre o Ivan

O pediatra se formou em 1951, aos 24 anos, pela Universidade Federal do Paraná. Fez uma pós-graduação e, logo em seguida, Mestrado na Universidade da Califórnia, além de Doutorado na Sourbone, na França.

São 68 anos dedicados à Medicina, boa parte disso na Pediatria: o médico possui um carinho especial pelas crianças.

Ele mesmo quando criança, a partir dos quatro anos de idade, já sonhava em ser médico. “A verdade é que eu comecei a querer ser médico após receber uma visita de um cirurgião, há quase 90 anos. Eu vi o atendimento dele e aquilo foi mágico. Devagarinho, fui estudando e sempre pensando em ser médico. A Medicina deu muito trabalho, mas é uma fonte de muita alegria. Compensa muito”, destacou Ivan, que é irmão do ator global Ary Fontoura.

Ivan se aposentou em 2005. Seu último trabalho foi como diretor de hospital, onde buscou implantar um atendimento mais humanizado na instituição. “Aquilo foi sério e me cansou muito. Então, tive que sair meio rápido, porque percebi que ou tomava um pouco de ‘rivotril’ ou parava. Então, resolvi parar e, depois de um ano de descanso, comecei a trabalhar de novo, voluntariamente”, salientou.

Os moradores de Praia de Leste tratam o senhor de 92 anos com muito respeito e admiração, devido mais à sua humildade do que seu trabalho voluntário de longa data. “Não houve dia na história da Medicina que não tenha aprendido algo diferente. A Medicina faz você aprender, viver momentos dramáticos e guardar tudo para sempre”, afirmou Ivan, que ainda pretender ter mais histórias para compartilhar e certamente vai ter!

Fonte: Razões Para Acreditar

Água no Inverno

Sabia que nosso corpo gasta muito mais energia no inverno? Isso acontece porque além de queimarmos calorias com as atividades diárias rotineiras, o nosso corpo ainda está trabalhando redobrado para nos manter aquecidos. Esse trabalho todo ocasiona uma perda de água mais acelerada. 

O problema? É justamente no frio que tendemos a nos hidratar menos. Veja em nossa galeria 5 razões para beber água até mesmo no inverno! 

Evita cãibras

Durante os dias frios, temos uma tendência maior para sofrer com cãibras. Elas acontecem quando há falta de água na musculatura. E como no frio tendemos a esquecer de beber água, essas dores aparecem para nos lembrar de correr até a cozinha e tomar um copo com água.

Diminui a fome

A Organização Mundial da Saúde sugere que o ideal é ingerir 2 litros de água por dia. Porém, nessa conta também podem ser incluídos os chás naturais. Eles atuam no organismo nos hidratando e ajudam a segurar a comilança, já que são nos dias frios que sentimos mais fome. Essa fome vem como sinal do organismo, que precisa de mais energia para se manter aquecido. Por isso, se não redobrarmos os cuidados com a alimentação, a temporada de dias frios pode ocasionar uns quilinhos a mais.

Ajuda a emagrecer

Por outro lado, a tendência é que as pessoas percam mais peso no inverno, porque o corpo gasta mais energia para manter a temperatura do corpo. E com isso, costuma-se também perder líquido neste processo. Por isso, é importante manter-se sempre hidratado. Recomenda-se beber um copo de água a cada uma hora mesmo que você não sinta sede, pois a sede já é um sinal do organismo desidratado pedindo líquidos.

Evita ficar doente

É a água presente no sangue que ajuda no transporte dos nutrientes que estão diretamente ligados ao nosso sistema imunológico. Quanto mais hidratado, menos chances de sofrermos com as doenças recorrentes do inverno como resfriados, gripe e alergias.

Desintoxica

As toxinas são eliminadas através da urina e do suor. Se não bebermos líquido o suficiente, essa faxina do organismo fica comprometida, acumulando toda essa sujeira. A combinação de água com limão é uma ótima receita — tanto para intensificar a desintoxicação quanto para reforçar a defesa do organismo por causa da vitamina C do limão.

Fonte: Guia da Semana

 

Herpes zoster em idosos

A herpes zoster é mais comum em idosos devido à queda na imunidade que ocorre nesse período da vida, segundo a médica geriatra Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

“É extremamente comum em idosos, principalmente a partir dos 60 anos. O envelhecimento causa uma modificação no sistema imunológico. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas a partir dos 75 anos possam apresentar o vírus, mas nem todos vão manifestar a doença”, afirma.

Apesar do nome em comum, a herpes simples e a herpes zoster são doenças diferentes. A herpes simples é provocada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) e a herpes zoster é causada pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster, que é reativado, levando à uma inflamação no gânglio nervoso, onde o vírus se aloja.

Elas também se manifestam de maneiras distintas. A herpes simples se caracteriza por pequenas bolhas, chamadas de vesículas, agrupadas na boca ou em outras partes do corpo.

Já a herpes zoster aparece como lesões avermelhadas, geralmente no rosto ou nas costas, as regiões mais comuns, seguidas de vesículas. As vesículas acompanham um nervo, por isso aparecem só de um lado do corpo e podem causar dor intensa, a chamada neuralgia. Quando se formam crostas, significa que o ciclo do vírus está encerrado. 

“Geralmente causa dor. Por isso, costuma ser confundida com alergia ou picada de inseto, o que causa atraso no diagnóstico e grave prejuízo ao tratamento, que deve ser iniciado o quanto antes”, afirma.

Segundo a médica geriatra, cerca de 98% da população brasileira têm o vírus da herpes zoster alojado no corpo. “Até os índios do Xingu têm. Não é preciso ter tido a doença para ter herpes zoster, basta o contato com o vírus. Quando há queda da imunidade, esse vírus pode se manifestar. Está havendo um aumento da doença entre jovens devido ao estresse”, explica.

Ao se manifestar, a herpes zoster dura de 7 a 10 dias. Nesse período, ela é contagiosa caso haja contato de pele com pele, pois o vírus fica ativo dentro das vesículas — ele não é transmitido pelo ar. Embora a grande maioria das pessoas já tenha tido contato com o vírus ao longo da vida, a médica geriatra ressalta que a pessoa com herpes zoster não deve ter contato com grávidas.

“A gestante é imunodeprimida e a doença é perigosa para ela e para o bebê. Entre os perigos estão a herpes mais alastrada, encefalite e doenças que atingem as meninges”, afirma.

Entre os riscos de complicações da herpes zoster estão cegueira, surdez e a chamada neuralgia pós-herpética, uma dor no local durante anos mesmo após o fim da manifestação da doença. O problema também pode evoluir para infecções bacterianas, de acordo com Kairalla.

O tratamento da herpes zoster é feito por meio de antivirais usados para controlar a replicação do vírus, mas eles só fazem efeito se forem utilizados nas primeiras 48 horas do aparecimento das lesões na pele.  “A eficácia ocorre somente nesse período. O remédio diminui o tamanho da lesão”, diz.

Quem já teve a doença pode ter de novo, mas é raro. “A herpes zoster é reincidente em 10% das pessoas”. Segundo a médica, a melhor forma de prevenção é a vacina própria, chamada Zostavax, indicada após os 60 anos. Essa vacina é oferecida apenas na rede privada e custa em torno de R$ 450.

Fonte: R7

Em junho passado, o senhor Manoel Bernardino, de 91 anos, concluiu o ensino médio, encerrando uma jornada de seis anos de muito estudo e dedicação. Até 2013, o idoso não sabia ler nem escrever.

Concluídas todas as etapas do ensino fundamental e médio, no Cesu Custório Furtado de Souza, escola dedicada à alfabetização de jovens e adultos, em Juiz de Fora (MG), Manoel se tornou uma inspiração para alunos e professores.

“Ele se tornou um exemplo para todo mundo”, elogia o professor e vice-diretor do Cesu, Sérgio Oscar. Acompanhado da diretora Rosangela da Silva Campos de Paula e da vice-diretora Marta Britto, Sérgio encontrou em um livro a forma de homenagear e agradecer a Manoel pelo seu exemplo.

“Ele é um aluno muito esforçado, muito assíduo. Pode chover granizo que ele está aqui na escola. A sala de aula ocupa um lugar muito importante na vida dele”, afirma.

Desde que se alfabetizou, o idoso começou a escrever e não parou mais. Ao longo dos anos, escreveu 103 poemas, compilados em um livro: “Em busca dos sonhos perdidos”, lançado na sua formatura do ensino médio, com a presença de colegas, amigos, familiares e professores.

Fonte: Razões para Acreditar