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Idoso faz Enem

Obstinação e continuação são sinônimos da palavra persistência. Características essas que definem João Isaac. Aos 64 anos, ele enfrentou pela quinta vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Porto Velho.

O sonho de se tornar engenheiro civil não sai dos planos de Isaac. Mecânico de formação e com mais de 30 anos de experiência, ele diz que é uma questão de tempo para realizar o desejo de sentar em uma cadeira de faculdade. “Eu não desisto porque tenho certeza que a minha hora vai chegar. Eu não tenho pressa, o que tenho é certeza que vou realizar o meu sonho”, declara.

O desejo do idoso de cursar engenharia civil surgiu enquanto o filho, Clebson Vasconcelos, se formava em arquitetura.

“A paixão dele me envolveu ao ponto de despertar em mim o desejo de me formar e, quem sabe um dia, poder trabalhar ao lado dele em um projeto”, revela.

Rotina de estudo

Acordar às 5h, preparar o café e começar a estudar era a rotina do idoso há meses. Ele conta que usa a tecnologia a favor dele na hora dos estudos.

“Com a internet tudo ficou mais prático. Consigo fazer vários testes que simulam as provas do Enem, também faço pesquisas de forma objetiva e busco estar atualizado”, conta.

Em outubro, o idoso esteve no Aulão na Rede, realizado pela Rede Amazônica, para reforçar o conteúdo da prova. “Ações assim, que contam com professores comentando e dando dicas para o Enem, ajudam a fixar o conteúdo”, comenta.

Fonte: G1.

Vovó

Provavelmente já passou pela sua cabeça que é preciso aproveitar para viajar e conhecer o mundo enquanto ainda se é novo, né? Mas, afinal, o que te faz pensar que existe uma idade ou fase certa para sair por aí desbravando cada cantinho do mundo? A verdade é que nunca é tarde demais para fazer as malas e se jogar em aventuras da vida!

Motivada pela vontade de viajar e conhecer lugares diferentes, a russa Elena Mikhailovna, de 90 anos, é a prova de que não existe idade limite para fazer o que nos deixa feliz. Por trás de seus enormes óculos, das rugas e dos cabelos brancos, “Vó Lena” como foi carinhosamente apelidada, viaja sozinha, de cajado, mochila nas costas e tem uma vida repleta de histórias. Histórias que com certeza servem de inspiração para as pessoas de todas as idades que sonham em viajar por aí.

A ideia de rodar o mundo partiu de amigos quando a russa tinha 83 anos, ou seja, 7 anos atrás. De lá para cá, Vó Lena viajou uma vez para a Polônia, para o Vietnã e para Israel, duas para a Alemanha e cinco para a República Checa. Além do dinheiro da aposentadoria, ela trabalha vendendo flores e ainda recebe contribuições de alguns parentes para poder realizar seu sonho de viajar cada vez mais. Atualmente ela viaja pelo menos duas vezes ao ano.

Vó Lena também revelou que embora tenha uma saúde consideravelmente frágil, prefere sair por aí e conhecer o mundo, ao invés de ficar em casa, na cidade de Krasnoyarsk, a cerca de 4 mil quilômetros de Moscou.
Ao ser perguntada sobre o que os conhecidos pensam a respeito do seu espírito aventureiro, ela brinca: “As meninas estão com inveja”.

“Quero dizer a todos da minha idade: não tenham medo de viajar. É necessário e útil conhecer o mundo” – afirmou a aposentada.  Para ela, viajar é um meio de se sentir viva e de conhecer pessoas e culturas novas.

 

FonteGostaria de Ir

Aplicativo de Transporte

Para muitos, aplicativos de transporte já se tornou algo “comum”, algo cotidiano. Porém, esses aplicativos não costumam ter cuidados especiais com pessoas mais velhas, os idosos. Com a intenção de oferecer além dos serviços de transporte, uma pessoa com que eles (avôs e avós) possam contar como companheiro para cumprir tarefas diárias com um cuidado melhor, surgiu o aplicativo Eu Vô.

O aplicativo foi desenvolvido na cidade de São Carlos, em São Paulo conseguindo a aprovação da Prefeitura para atuar pela capital. Para utilizar o aplicativo, pedem para marcar a viagem três horas antes. Possui um treinamento especial que é concedido pela própria empresa. O treinamento consiste em socializar com os passageiros mais velhos e também do modo em que o transporta. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou por pacotes oferecidos no próprio app.

O novo aplicativo já trabalha com cerca de 43 motoristas que já estão cadastrados, e 1500 que se encontram na fila de espera para que possam trabalhar no Eu Vô. Pretendem dobrar suas metas que já foram alcançadas. Os motorista são remunerados, e eles recebem mesmo enquanto não estão trabalhando. Podendo proporcionar um ótimo trabalho aos motoristas e um ótimo cuidado para os passageiros.

Orlando Drummond

Um garoto! É assim que Orlando Drummond, o nosso eterno Seu Peru, se define. O centenário, que se completou no último dia 18 foi comemorado do jeitinho que ele gosta: na casa da filha Lenita, em Araras, na companhia dos parentes mais próximos. Mas, para o ator, apesar de emblemática, a nova idade não representa nenhuma mudança no seu estilo de vida.

“Eu continuo o mesmo garoto que sempre fui, com alegria e amor da minha família. Me sinto privilegiado! Sou um homem de hábitos simples e de uma rotina bastante normal, nada especial”, revela o comediante que, nos últimos meses, vem recebendo um carinho a mais por conta do aniversário.

Além de uma participação especial na nova edição da ‘Escolinha do Professor Raimundo’, o ator e dublador foi homenageado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Orlando até se emociona ao comentar sobre o recebimento do conjunto de medalhas Pedro Ernesto, a principal homenagem que a cidade presta aos que mais se destacam na sociedade.

“É uma grande honra ser lembrado por tanta gente mesmo estando fora do ar há tanto tempo. Sou reconhecido por onde passo, e esse carinho no meu centenário me deixa muito emocionado! Sou um homem abençoado por ter tanta gente que gosta de mim”, conta o intérprete mais famoso de Seu Peru, que aproveita a oportunidade para dar um conselho: “a receita para chegar aos 100 anos é o bom humor. Sou um apaixonado pela vida”.

Duas escolas

Sem nenhuma rivalidade, Orlando comenta que assiste regularmente à nova versão da ‘Escolinha’ e admite gostar do que vê. “O (Marcos) Caruso é um ícone. Me sinto lisonjeado em ver o Peru tão bem representado por um ator tão brilhante”, elogia o mestre que, apesar de gostar da nova versão, não deixa de assistir aos episódios do programa da época em que era ele uma das estrelas.

“Gosto muito de ver a antiga escolinha no canal Viva. Mas também sou um espectador assíduo de todas as novelas da Rede Globo”, confessa o humorista, que imortalizou os bordões “use-me e abuse-me” e “estou por aqui”.

Apoio LGBT

Em um momento em que nunca se falou tanto sobre os direitos da comunidade LGBT, Orlando entende que ter interpretado um personagem homossexual possa gerar muitas reações diversas, mas o ator sustenta sua posição em favor da diversidade. “Qualquer forma de preconceito é burra e qualquer forma de amar vale a pena. Costumo dizer que a palavra mais próxima de amor é humor. Acredito que o Seu Peru seja fruto disso”, confessa o ator, que sentiu, ao mesmo tempo, o ódio dos homofóbicos e o apoio da comunidade gay.

“Eu pude sentir na pele esse preconceito e, graças a Deus, pude responder com amor e humor. Mas de resto, como Peru, sempre fui muito bem acolhido”, revela, com orgulho.

De família

Outro trabalho que traz muita satisfação a Orlando é o de dublador. A profissão, um de seus xodós, é exercida por ele até hoje com maestria. “A dublagem sempre foi minha grande paixão. Fiz o Scooby-Doo, Popeye, Alf, Gato Guerreiro, Puro Osso e tantos outros personagens”, lembra ele, de forma carinhosa, enquanto faz questão de falar que o ofício passou para seus descendentes.

“A paixão é tão grande que meus netos Felipe, Alexandre, Eduardo e até minha bisneta Mariah seguiram na profissão. A Mariah, inclusive, começou com 1 aninho e meio. O processo foi natural. Sempre admiraram meu trabalho e acabaram entrando para o ramo”, diz.

Todos levam meu nome e meu legado. Sou um homem de muita sorte”, conta o Vovô Orlando sobre a família que construiu ao lado de Gloria, sua companheira há 68 anos, a quem chama de alma gêmea.

Conectado

Em maio, contrariando o que normalmente se espera de um idoso, Orlando voltou a surpreender seu público ao criar uma conta no Instagram. Em menos de cinco meses online, o comediante já acumula quase 60 mil seguidores e teve o perfil verificado pela rede social. “Essa ideia partiu dos meus netos para ter um contato mais próximo com as pessoas que admiram meu trabalho e que gostam de mim. Fico muito feliz sempre que eles me mostram a repercussão de alguma foto ou alguma homenagem que alguém faz”, comemora.

Referência: Meia Hora

Cuidar do espírito

Muito se fala sobre a relação entre a saúde física e a saúde espiritual. Mesmo aquelas pessoas que não seguem nenhuma doutrina espírita estão começando a entender que cuidar do espírito é fundamental para manter a saúde sempre em dia, pois de nada adianta tratar os sintomas do corpo se é a alma que está adoecida.

Alguns médicos também reforçam o cuidado do espírito como um fator fundamental para uma vida de qualidade. Um deles é Dr. Paulo Niemeyer Filho, filho do Neurocirurgião Paulo Niemeyer e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer.

Paulo optou pela medicina logo cedo. Começou a faculdade aos 17 anos, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e apenas 15 dias depois de formado, mudou-se para a Inglaterra, onde se especializou em neurologia na Universidade de Londres. Na volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina.

Foram 20 anos de estudo para que Paulo Niemeyer terminasse a sua formação. No entanto, as consequências de sua dedicação são visíveis. Atualmente, ele é chefe dos Serviços de Neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente e opera praticamente todos os dias da semana, ainda encontrando tempo para lecionar no Curso de Pós Graduação em Neurocirurgia da PUC-Rio.

Um grande exemplo de uma pessoa realmente apaixonada por aquilo que faz. Dr. Paulo, um médico muito experiente e influente, acredita que a melhora do cérebro está relacionada ao cuidado do espírito e dá algumas informações muito interessantes sobre a importância do cuidado com o corpo em uma entrevista que deu à Revista Poder. Mostramos abaixo alguns trechos. Confira:

PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

Dr. Paulo Niemeyer: você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercícios. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

Dr. Paulo Niemeyer: eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma. Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

Dr. Paulo Niemeyer: todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num check-up, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

Dr. Paulo Niemeyer: o exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem que ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado e vice-versa.

Muito esclarecedor, e pode ser a resposta que muitas pessoas precisavam para começarem a cuidar de sua saúde espiritual ainda hoje. 

Referência: O Segredo

Avó daminha no casamento

A dona Cida foi daminha de honra do casamento do seu neto, Marcelo, que é médico e de quem se lembra bastante, apesar da perda de memória causada pelo Alzheimer.

Marcelo e a noiva, Carla, se casaram no final de 2017, na igreja Nossa Senhora da Saúde, em São Paulo. Ao Razões para Acreditar, Marcelo revelou que o convite para avó ser daminha de honra foi uma forma singela de fazê-la se sentir especial e também para guardar uma recordação gostosa da dona Cida.

“Foi uma grande honra ver minha avó de 90 anos levando as alianças com a minha prima. Geralmente pessoas que têm demência lembram de coisas que geram grande impacto emocional, um sentimento forte. Como ela não vinha lembrando de quase nada eu pensei que aquele dia poderia marcar a vida dela agora no presente”, conta Marcelo.

Cida entrou na cerimônia acompanhada pela neta, Renata, surpreendendo os 300 convidados, que esperavam ver uma criança carregando as alianças. Cida estava radiante, achando tudo muito lindo, enquanto Renata tentava, sem sucesso, controlar a emoção.

Daminha no casamento

“Ela não estava entendo muito bem, mas reconhecia pessoas que eram da família dela. Estava feliz e contente. Quando a gente entrou de mãos dadas eu falei ‘vó, tá chegando a hora’, e o meu olho já cheio de lágrima. Aí eu falei ‘é o Marcelo que está casando, seu neto, médico”, lembra Renata.

“Aí na hora que ela viu o Marcelo ela falou assim ‘nossa, eu conheço ele desde pequeno’. Na verdade, ela não lembra que conhece o Marcelo desde pequeno. A gente que chama muito ela de vó pra ela lembrar o que somos dela.”

As duas acompanharam a cerimônia no primeiro banco do lado direito da Igreja. A dona Cida estava completamente encantada com os detalhes da decoração. Ela não lembrava da noiva, mas olhou para Renata e disse ‘nossa, que noiva linda, eu não conhecia ela’. Marcelo e Carla estavam juntos há 17 anos.

Daminha no casamento

“Mas foi bonitinho o encantamento dela. Tinha uma madrinha com um vestido todo rosa, de paetê, e ela ficou toda encantada com o vestido. E teve uma hora que eu fui testemunha do casamento. Então, eu falei ‘vó, só eu que vou lá, você fica aqui’. Eu estava morrendo de medo da reação dela. Mas ela estava tão encantada com as plantinhas, de ver o neto dela…”

Marcelo também vai guardar pra sempre a imagem da avó entrando na Igreja como daminha: “Depois que ela for embora vai ser muito gostoso imaginar como foi o dia. Passou um filme na minha cabeça, de como foi a infância e de como seu gosto dela”.

Como médico, Marcelo acredita que a cerimônia e a festa do casamento fizeram bem à saúde mental da avó: “Na cerimônia e depois na festa ela estava sendo minha avó. Mesmo que ela não se lembre hoje, eu tenho certeza que ela se emocionou e estava gostando muito. Acho que são esses pequenos momentos que têm feito ela ficar viva”.

Referência: Razões para Acreditar

Avós

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração. Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos. Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. Convidamos você a refletir sobre esse tema conosco.

O adeus dos avós: a primeira experiência com a perda

Muitas pessoas têm o privilégio de ter ao seu lado algum dos seus avós até ter chegado à idade adulta. Outros, pelo contrário, tiveram que enfrentar a morte deles ainda na primeira infância, naquela idade em que ainda não se entende a perda de uma forma verdadeiramente real, e onde os adultos, em certas situações, a explicam mal na tentativa de suavizar a morte ou fazer de conta que é algo que não faz sofrer.

A maioria dos psicopedagogos diz de forma bem clara: devemos dizer sempre a verdade a uma criança. É preciso adaptar a mensagem à sua idade, sobre isso não há dúvidas, mas um erro que muitos pais cometem é evitar, por exemplo, uma última despedida entre a criança e o avô enquanto este está no hospital ou quando fazem uso de metáforas como “o avô está em uma estrela ou a avó está dormindo no céu“.

É preciso explicar a morte às crianças de forma simples e sem metáforas para que elas não criem ideias erradas. Se dissermos a elas que o avô foi embora, o mais provável é a criança perguntar quando é que ele vai voltar.

Se explicarmos a morte à criança a partir de uma visão religiosa, é necessário incidir no fato de que ele “não vai regressar”. Uma criança pequena consegue absorver apenas quantidades limitadas de informação, dessa forma, as explicações devem ser breves e simples.

É também importante ter em conta que a morte não é um tabu e que as lágrimas dos adultos não têm que ficar ocultas perante o olhar das crianças. Todos sofremos com a perda de um ente querido e é necessário falar sobre isso e desabafar. As crianças vão fazer isso no seu tempo e no momento certo, por isso, temos que facilitar este processo.

As crianças irão nos fazer muitas perguntas que precisam das melhores e mais pacientes respostas. A perda dos avós na infância ou na adolescência é sempre algo complexo, por isso é necessário atravessar essa luta em família sendo bastante intuitivos perante qualquer necessidade dos nossos filhos.

Embora já não estejam entre nós, eles continuam muito presentes

Os avós, embora já não estejam entre nós, continuam muito presentes nas nossas vidas, nesses cenários comuns que compartilhamos com a nossa família e também nesse legado verbal que oferecemos às novas gerações e aos novos netos e bisnetos que não tiveram a oportunidade de conhecer o avô ou a avó.

Os avós seguraram as nossas mãos durante um tempo, enquanto isso nos ensinaram a andar, mas depois, o que seguraram para sempre foram os nossos corações, onde eles descansam eternamente nos oferecendo a sua luz, a sua memória.

A presença deles ainda mora nessas fotografias amareladas que são guardadas nos porta-retratos e não na memória de um celular. O avô está naquela árvore que plantou com as suas próprias mãos, e a avó no vestido que nos costurou e que ainda hoje temos.

Estão no cheiro daqueles doces que habitam a nossa memória emocional. A sua lembrança está também em cada um dos conselhos que nos deram, nas histórias que nos contaram, na forma como amarramos os sapatos e até na covinha do nosso queixo que herdamos deles.

Os avós não morrem porque ficam gravados nas nossas emoções de um modo mais delicado e profundo do que a simples genética. Eles nos ensinaram a ir um pouco mais devagar e ao ritmo deles, a saborear uma tarde no campo, a descobrir que os bons livros têm um cheiro especial e que existe uma linguagem que vai muito mais além das palavras.

É a linguagem de um abraço, de uma carícia, de um sorriso cúmplice e de um passeio no meio da tarde compartilhando silêncios enquanto vemos o pôr do sol. Tudo isso perdurará para sempre, e é aí onde acontece a verdadeira eternidade das pessoas.

No legado afetivo de quem nos ama de verdade e que nos honra ao recordar-nos a cada dia.

Referência: A mente é maravilhosa

Infecção em idosos

Febre e mal estar são os sinais típicos de infecções que tomam conta do organismo, mas não valem para todas as faixas etárias.

Entre os idosos, especialmente os mais velhos ou com doenças crônicas associadas, os sintomas das infecções variam entre confusão mental, hipotermia (redução considerável da temperatura) e mudanças importantes no comportamento.

O idoso pode ter ainda sonolência e fraqueza geral. Nos pacientes com alguma dificuldade cognitiva, pode ter redução nos níveis de consciência e, um sinal de uma infecção mais grave é, ao invés da febre, uma hipotermia, e hipoglicemia. Pode ter ainda confusão mental, agitação, agressividade e até mesmo uma queda do paciente é uma manifestação em potencial de infecção em idoso, explica Rodolfo Pedrão, médico geriatra do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR).

A mudança na apresentação dos sintomas confunde os familiares, que tentam buscar outras explicações para esses sinais. Isso atrasa o diagnóstico e, quem sofre, é o próprio paciente idoso. De acordo com José Mário Tupiná Machado, médico geriatra do hospital Marcelino Champagnat e professor de geriatria da PUCPR, as mudanças no envelhecimento são lentas e gradativas — e ninguém apresenta demência de um dia para outro.

É importante que a família tenha consciência que as mudanças de aparência, de comportamento, de rotina sempre precisam ter uma explicação. Sempre precisam buscar uma explicação para elas. Não pode ficar achando que é da idade. Qualquer mudança deve ser checada porque pode ser, entre outras coisas, uma infecção, reforça Machado.

Alerta aos sintomas de infecções nos idosos

Fique atento aos seguintes sinais, de acordo com orientações dos médicos geriatras José Mário Machado e Rodolfo Pedrão:

  • Mudança de comportamento: Se, de repente, o idoso que era agitado, participativo ou brincalhão se torna apático, prostrado, se isola ou se irrita com facilidade, fique de olho. O contrário também é verdadeiro: de alguém menos para mais agitado.
  • Confusão mental e alucinações: Nem sempre uma falha de memória ou confusão é sinal de demência, mas pode indicar uma infecção não diagnosticada.
  • Hipotermia: Em infecções mais graves, ao invés de aquecer, o corpo tende a se resfriar, podendo levar a um quadro de hipotermia.
  • Sonolência e redução dos níveis de consciência: Especialmente nos pacientes com dificuldades ou déficit cognitivos, as infecções podem levar a uma maior sonolência e até reduzir a consciência.

 

Doenças importantes

Se o idoso tiver, concomitantemente à infecção, doenças que comprometem a imunidade, ou doenças debilitantes, como demências em estágio avançado, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, o risco de ter sintomas mais atípicos é maior.

Infecções em geral podem causar esses sinais atípicos, mas as infecções mais prevalentes entre os idosos são pneumonia, infecção urinária e de pele, explica José Mário Machado, médico geriatra do hospital Marcelino Champagnat.

Como evitar?

A melhor forma de evitar as infecções, segundo o médico geriatra Rodolfo Pedrão, se dá pelo cuidado com a saúde em geral do idoso, o que significa prezar por uma alimentação saudável, atividades físicas e vacinação.

É importante lembrar das vacinas, da gripe, por exemplo. Alguns idosos recebem a indicação de tomar também, especialmente quem está tratando de doenças crônicas, as vacinas contra a pneumonia e o herpes zóster. Mas a vacina contra a gripe é fundamental, se não tiver nenhuma contraindicação, diz o especialista que também faz parte da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.”

Referência: Gazeta do Povo

Garçom

Um jovem garçom decidiu parar tudo que estava fazendo em um restaurante de Belle Vernon, na Pensilvânia (EUA), para almoçar com um idoso de 91 anos que estava sozinho.

Lisa Meilander e sua família estavam almoçando na mesa ao lado quando se depararam com a cena. Ela decidiu tirar uma foto e a publicou nas redes sociais, esquentando o coração dos internautas.

Ao ver o idoso almoçando meio cabisbaixo e entristecido, o garçom Dylan Tetil se dirigiu até sua mesa, onde ambos começaram a conversar.

“O senhor pediu desculpas por não ouvir muito bem”, escreveu Meilander no Facebook. “Ele havia esquecido de colocar seus aparelhos auditivos. Falou sobre como ele perdeu a audição durante seu tempo na guerra. Ele tinha 91 anos e muitas, muitas muitas histórias para contar. Dylan ouviu pacientemente dando-lhe toda a atenção do mundo.”

Garçom ‘bom ouvinte’

“Eventualmente o homem se desculpou por falar tanto. ‘Estou sozinho agora’, ele disse, ‘e muitas vezes não tenho ninguém com quem conversar’.” Dylan sorriu e disse que gostava de ouvir.

O rapaz então ajudou o homem a escolher uma refeição no cardápio antes de levar o pedido para cozinha. Eles almoçaram juntos.

“Acho que não fomos os únicos a escutar a conversa”, brincou. “Depois que o senhor recebeu sua comida, eles voltaram a conversar, enquanto comiam. Quando saímos do restaurante, lá estavam eles ainda, na mesa, sentados e conversando. Vimos muitas pessoas saindo dali com um sorriso no rosto. Foi um momento muito comovente.”

“Com todas as histórias negativas que circulam por aí, esta foi uma lufada de ar fresco. Eu me pergunto se eu teria sido tão gentil e atenciosa se fosse eu quem estivesse trabalhando lá”, acrescentou. “Uma coisa é certa: se você estiver no [Restaurante] Eat’n Park em Belle Vernon, peça por Dylan. Se ele for o seu garçom, com certeza você será muito bem atendido.”

Referência: Razões para Acreditar

Livro da Vovó

Olhando sempre para o lado positivo da vida, acompanhada da risada gostosa que é sua marca registrada, Maria Emília de Mendonça, a vovó Dodóca, alcançou mais um sonho na  longa trajetória. Aos 103 anos, ela lançou neste sábado (10), em Novo Hamburgo, o livro Encontro das Águas, que eterniza as suas memórias em 129 páginas. A obra conta como ela encara o mundo para chegar a incrível marca de mais de um século na Terra — ainda se sentindo jovem, garante ela. 

Para a vovó Dodóca, o segredo de tudo está na cabeça, e não no corpo. Ela sugere que todos olhem para a vida sempre buscando a sua melhor parte. Ou seja, para ela, o copo nunca está meio vazio, mas meio cheio. Assim, segundo a vovó, é possível atingir a longevidade de maneira feliz.

Perguntada sobre o momento mais alegre, complementou a primeira fala: 

— Alegria eu tenho sempre. Eu penso mais é nas amizades, no amor, nas pessoas que estiveram e estão comigo. 

A ideia de escrever o livro já existia em dona Maria Emília, mas foi incentivada pela filha, Marli Helena de Oliveira, 68 anos, que buscou a parceria do escritor e amigo Fabrício Vijales. Foram várias semanas de entrevistas da vovó ao profissional entre 2017 e 2018, em encontros todas as segundas-feiras para que ela detalhasse os principais pontos da vida centenária.

As histórias da vovó

O livro conta desde os primeiros anos dela, neta de um escravo, em uma família humilde. Nascida na área rural de Gravataí, ela perdeu a mãe aos sete anos, o que abreviou a infância e fez com que ela trabalhasse desde cedo. Teve de assumir os irmãos e se tornar uma mãe repentinamente. Ainda assim, ajudava o pai na roça com uma enxada sempre que ele precisava. Depois, aos 13 anos, foi morar em Porto Alegre, no bairro Bom Jesus, onde trabalhou como doméstica nas casas de famílias ricas da época. 

O texto reflexivo também atende a um dos principais hábitos da dona Maria Emília: ler. Há 10 anos, ela decidiu largar outros passatempos, como a TV, e dar mais atenção para a leitura, um hábito que nunca mais deixou e recomenda a todos. Nem mesmo a casa cheia com os nove netos, 12 bisnetos e cinco tataranetos é capaz de tirar a concentração dela nos textos.  

Ultimamente, a vovó teve agenda de estrela para divulgar o Encontro das Águas. Visitas em prefeituras, casas de amigos, conversa com autoridades e uma maratona de entrevistas marcaram os últimos dias da dona Maria Emília. Ela lembra o nome de cada um que a entrevistou e perguntou a vários as suas datas de nascimento, para que possa dar os parabéns na próxima vez em que os encontrar.

— Está muito legal. Foi uma boa ideia da Marli o livro. Tá bombando! — diverte-se, usando um termo jovem, a mulher que já tem quase 38 mil dias de vida.  

Além do livro, no ano passado, a vovó alcançou outro sonho em sua vida. Comemorou os 102 anos em sua primeira viagem internacional, com a filha, para Portugal. Maria Emília lembra de compartilhar o sonho com algumas pessoas, que duvidaram que ela conseguiria ir tão longe com a idade avançada. A viagem foi de mais de 20 dias e ela adorou.

A memória de Maria Emília impressiona a qualquer um. Ela não demora para responder as questões, não titubeia, lembra de datas com a precisão de quem não usa agendas. Uma das histórias que ela mais se diverte ao contar foi sobre a vez em que abandonou o noivo pouco antes do casamento, aos 24 anos. O pretendente era mais velho, amigo de seu pai, e já tinha até feito casa para eles e entregue uma aliança. Ela tinha certeza que não queria casar com aquele homem. 

— Teve uma noite que eu não dormi. Não sabia como diria para o meu pai. Mas criei coragem e falei pra ele ao amanhecer, quando pedi a bênção. Ele, graças a Deus, entendeu. Saí a pé para caminhar duas horas até o cartório e ainda encontrei o noivo no caminho. Ele tinha uma faca, e me ameaçou. Disse pra ele: quer me matar, pode me matar, mas contigo eu não caso — conta. 

O destino, como ela mesmo lembra, foi caprichoso e ela casou-se com o homem de sua vida: um amigo que ela já gostava de outros tempos. Foi com ele que ela teve os seus seis filhos. 

Vitalidade e saúde de ferro

Chama atenção também seu estado de saúde: não usa óculos nem para ler, caminha lentamente, mas com passadas firmes e sem bengalas, e só toma dois remédios, um para manter controlada a pressão arterial e outro para labirintite. Fazia hidroginástica até os 99 anos de idade e só parou de ir, assegura, porque ficou sem companhia. Até os 101, ela morava sozinha em sua casa em Novo Hamburgo. Há dois anos, mora com a filha, na mesma cidade.  

— Não tem quem não se impressione. Ela é uma pessoa iluminada, que alegra quem está por perto  — revela Marli.

A vó Dodóca também revela sua dieta: come de tudo, mas em porções pequenas. Gosta de cozinhar à moda antiga, usando banha no feijão, que deixa as comidas mais saborosas. O prato preferido é dobradinha: mondongo com batata. Nunca fumou, nunca bebeu e nunca usou drogas. 

Na rotina, gosta de ir em todas as festas em que é convidada e a encontros com familiares e amigos.  É adepta da filosofia Seicho-no-Ie há 30 anos. Ficar muito tempo parada não é algo que deixe feliz a centenária do Vale do Sinos. Tenta sempre viajar e os outros Estados do Brasil estão entre os seus destinos favoritos. Para o futuro, o único pedido que faz toda noite é que possa seguir conhecendo novos lugares. 

O nome do livro, Encontro das Águas, é uma simbologia feita pelo autor pela resiliência da dona Maria Emília com os problemas da vida. Uma pessoa que se molda ao passar dos anos, mas que segue sempre o seu próprio fluxo. Se ficar parada, apodrece. Por isso, precisa mover-se em seu caminho desviando de pedras e dos problemas, mas sem nunca parar de seguir. Olhando, claro, para o lado positivo e mantendo a risada contagiante.

Referência: GaúchaZH