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Orlando Drummond

Um garoto! É assim que Orlando Drummond, o nosso eterno Seu Peru, se define. O centenário, que se completou no último dia 18 foi comemorado do jeitinho que ele gosta: na casa da filha Lenita, em Araras, na companhia dos parentes mais próximos. Mas, para o ator, apesar de emblemática, a nova idade não representa nenhuma mudança no seu estilo de vida.

“Eu continuo o mesmo garoto que sempre fui, com alegria e amor da minha família. Me sinto privilegiado! Sou um homem de hábitos simples e de uma rotina bastante normal, nada especial”, revela o comediante que, nos últimos meses, vem recebendo um carinho a mais por conta do aniversário.

Além de uma participação especial na nova edição da ‘Escolinha do Professor Raimundo’, o ator e dublador foi homenageado pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Orlando até se emociona ao comentar sobre o recebimento do conjunto de medalhas Pedro Ernesto, a principal homenagem que a cidade presta aos que mais se destacam na sociedade.

“É uma grande honra ser lembrado por tanta gente mesmo estando fora do ar há tanto tempo. Sou reconhecido por onde passo, e esse carinho no meu centenário me deixa muito emocionado! Sou um homem abençoado por ter tanta gente que gosta de mim”, conta o intérprete mais famoso de Seu Peru, que aproveita a oportunidade para dar um conselho: “a receita para chegar aos 100 anos é o bom humor. Sou um apaixonado pela vida”.

Duas escolas

Sem nenhuma rivalidade, Orlando comenta que assiste regularmente à nova versão da ‘Escolinha’ e admite gostar do que vê. “O (Marcos) Caruso é um ícone. Me sinto lisonjeado em ver o Peru tão bem representado por um ator tão brilhante”, elogia o mestre que, apesar de gostar da nova versão, não deixa de assistir aos episódios do programa da época em que era ele uma das estrelas.

“Gosto muito de ver a antiga escolinha no canal Viva. Mas também sou um espectador assíduo de todas as novelas da Rede Globo”, confessa o humorista, que imortalizou os bordões “use-me e abuse-me” e “estou por aqui”.

Apoio LGBT

Em um momento em que nunca se falou tanto sobre os direitos da comunidade LGBT, Orlando entende que ter interpretado um personagem homossexual possa gerar muitas reações diversas, mas o ator sustenta sua posição em favor da diversidade. “Qualquer forma de preconceito é burra e qualquer forma de amar vale a pena. Costumo dizer que a palavra mais próxima de amor é humor. Acredito que o Seu Peru seja fruto disso”, confessa o ator, que sentiu, ao mesmo tempo, o ódio dos homofóbicos e o apoio da comunidade gay.

“Eu pude sentir na pele esse preconceito e, graças a Deus, pude responder com amor e humor. Mas de resto, como Peru, sempre fui muito bem acolhido”, revela, com orgulho.

De família

Outro trabalho que traz muita satisfação a Orlando é o de dublador. A profissão, um de seus xodós, é exercida por ele até hoje com maestria. “A dublagem sempre foi minha grande paixão. Fiz o Scooby-Doo, Popeye, Alf, Gato Guerreiro, Puro Osso e tantos outros personagens”, lembra ele, de forma carinhosa, enquanto faz questão de falar que o ofício passou para seus descendentes.

“A paixão é tão grande que meus netos Felipe, Alexandre, Eduardo e até minha bisneta Mariah seguiram na profissão. A Mariah, inclusive, começou com 1 aninho e meio. O processo foi natural. Sempre admiraram meu trabalho e acabaram entrando para o ramo”, diz.

Todos levam meu nome e meu legado. Sou um homem de muita sorte”, conta o Vovô Orlando sobre a família que construiu ao lado de Gloria, sua companheira há 68 anos, a quem chama de alma gêmea.

Conectado

Em maio, contrariando o que normalmente se espera de um idoso, Orlando voltou a surpreender seu público ao criar uma conta no Instagram. Em menos de cinco meses online, o comediante já acumula quase 60 mil seguidores e teve o perfil verificado pela rede social. “Essa ideia partiu dos meus netos para ter um contato mais próximo com as pessoas que admiram meu trabalho e que gostam de mim. Fico muito feliz sempre que eles me mostram a repercussão de alguma foto ou alguma homenagem que alguém faz”, comemora.

Referência: Meia Hora

Ambulância

Curitiba ganhou uma ambulância para resgatar cachorros e gatos em risco nas ruas. O veículo, batizado de “Unidade de Resgate Animal”, foi entregue no último dia 30 e já está funcionando.

Quem encontrar animais em situação de rua acidentados com risco de morte em espaços públicos pode acionar o serviço pela Central de Atendimento da Prefeitura, pelo telefone 156 ou pela internet.

Ambulância para cachorros

De acordo com a administração municipal, todos os animais atendidos vão ser identificados e castrados.

O atendimento é feito no Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar), que fica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Animais agressivos em vias públicas também serão resgatados pela ambulância.

Referência: G1

Alzheimer

Neurocientistas americanos da NeuroEM Therapeutics, em Phoenix, EUA,  conseguiram reverter a perda de memória provocada pela doença de Alzheimer com a utilização de um chapéu com ondas eletromagnéticas.

Em um pequeno estudo-piloto, realizado com apenas oito voluntários, o chapéu magnético conseguiu reverter um ano de memória perdida em apenas dois meses.

Os pacientes, que sofrem de doença de Alzheimer, de leve a moderada, receberam um chapéu MemorEM, que utiliza emissores criados especialmente para gerar um fluxo específico de ondas eletromagnéticas através do crânio.

Os pesquisadores observaram “desempenho cognitivo aprimorado” em sete dos oito voluntários na pesquisa.

O tratamento foi realizado duas vezes por dia, durante o período de uma hora, e são muito simples de administrar em casa.

O estudo foi publicad no Journal of Alzheimer’s Disease mostrando alguns resultados, que precisam de mais pesquisas.

Memória restaurada

“Talvez a melhor indicação de que os dois meses de tratamento tenham um efeito clinicamente importante nos pacientes com DA [doença de Alzheimer] neste estudo, nenhum dos pacientes quis devolver o dispositivo de cabeça ao Instituto da Universidade do Sul da Flórida / Byrd Alzheimer após o estudo ser concluído”, diz o biólogo Gary Arendash, CEO da NeuroEM Therapeutics.

Segundo ele, um paciente disse: “Voltei”.

O chapéu

O equipamento MemorEM, criado pela NeuroEM Therapeutics, está sendo desenvolvido por dois cientistas que são os fundadores da empresa.

O estudo tem como base pesquisas anteriores desta mesma equipe, que havia se concentrado em roedores, o que demonstrou que o chapéu eletromagnético transcraniano chamado TEMT, na sigla em inglês, seria capaz de proteger o cérebro contra a perda de memória, ou até mesmo reverter perda anterior em ratos mais velhos.

Com base nas evidências já alcançadas, o TEMT parece capaz de deteriorar as proteínas amilóide-beta tóxicas e também as proteínas tau que tem forte relação com o Alzheimer: as ondas parecem ser capazes de desestabilizar as ligações fracas de hidrogênio que mantêm os aminoácidos unidos.

Aparentemente essas proteínas entopem o cérebro destruindo e sufocando os neurônios necessários para manutenção das memórias, gerar fala à partir de pensamentos entre outros processos cognitivos fundamentais para nosso funcionamento.

A partir de uma série de testes cognitivos, criados para medir o nível de demência, a influência das ondas eletromagnéticas foi vista como “grande e clinicamente importante”.

Um ano de memória recuperada

A escala medida pelo diagnóstico da doença do Alzheimer varia entre uma média de cinco pontos para alguém sem Alzheimer, para uma média de 31 pontos para quem sofre da Doença e o estudo observou uma mudança positiva na média que foi de mais de quatro pontos em sete dos oito voluntários.

Esse nível de mudança, de quatro pontos, corresponde a uma redução cognitiva de mais de um ano em pacientes com Alzheimer.

Portanto equivaleu a um ano do impacto negativo da doença de Alzheimer na memória e pensamento revertido. Isso no espaço de dois meses de testes.

Sem efeito colaterais

O estudo também demonstrou que nenhum dos participantes pareceu sofrer efeitos colaterais ou quaisquer danos no cérebro que causados pelo tratamento com ondas eletromagnéticas.

A próxima empreitada seria um estudo bem maior, envolvendo mais pacientes com doença de Alzheimer,

A empresa está planejando um estudo envolvendo 150 voluntários para este ano. Se ele demonstrar que o tratamento TEMT tem eficácia e é seguro, poderá alcançar aprovação regulatória para comercialização do equipamento.

“Esses resultados fornecem evidências preliminares de que a administração do TEMT avaliada neste pequeno estudo de DA pode ter a capacidade de melhorar o desempenho cognitivo em pacientes com doença leve a moderada”, disse Amanda Smith, neurocientista da Universidade do Sul da Flórida (EUA).

Referência: Só Notícia Boa

Abraço

A banda Jota Quest, em sua canção “Dentro de um abraço” afirma, dentre outras coisas,  que tudo o que a gente sofre, dentro de um abraço se dissolve. Palmas para essa banda, o abraço merece todas as homenagens do mundo.

O abraço é tão sagrado que aproxima dois corações, de forma que um possa sentir as batidas do outro.

E vai além disso, determinados abraços são capazes de conectar almas. Nos dias atuais, estamos cada vez mais conectados, virtualmente, vale lembrar. Tenho a impressão de que o abraço anda meio escasso nas relações humanas, tomara que eu esteja enganada.

O abraço não pode se extinguir, ele é um porto seguro para quem tem o privilégio de recebê-lo e ofertá-lo. Abraçar é acolher a dor do outro dentro da circunferência dos nossos braços. Um abraço traduz tantas coisas. Ele revela a saudade que sentimos do outro. Ele é o porta voz da nossa fragilidade quando não conseguimos verbalizar nossos medos.

Abraço é acolhimento. É compaixão. É amizade. É amor. É paixão. É entrega. É desejo. É gratidão. É solidariedade. É respeito. É empatia. É carinho. É reconciliação. É carícia. É socorro. É refúgio. É perdão.

Muitos dos abraços que trocamos um dia, se entrelaçaram com a saudade.

Particularmente, tenho saudades dos abraços que o meu filho me dava no portão de casa, me recebendo no final de um dia inteiro de trabalho. Vinha cheio de novidades para me contar e me perguntando: “mamãe, a senhora apagou muito fogo hoje”?

Outra saudade que perfura o meu coração é de quando ia passar as férias na minha terra natal e, quando descia do ônibus, me refugiava dentro do abraço do meu pai, na rodoviária de Alvorada do Norte — GO. E de todos os abraços que recebi até então, o mais privilegiado foi o da minha mãe, o último dela, 5 minutos antes de ela ir morar com Deus…paro por aqui. Se eu tivesse algum poder de convencimento eu pediria a todas as pessoas que abraçassem mais seus entes queridos. Pediria que não economizasse esse carinho tão milagroso. Não custa nada e os benefícios são incontáveis. Entre casais, em especial, o hábito de se abraçarem é fundamental para a harmonia e a conexão dos cônjuges. Abrace sem motivo, não precisa de uma circunstância específica. Abrace porque está ao alcance das mãos, abrace para expressar contentamento por ter essa pessoa…abrace por estar sem fazer nada e logo estarão inspirados a fazer algo… rsrs.

Abracem-se por estarem vivos. Sou tão apaixonada por abraços, que estou aqui fazendo um texto sobre ele.

Por Ivonete Rosa para o “O Segredo”. 

Fonte: O Segredo

07 out

Nossa Casa

por nossacasa

Tarde Japonesa Nossa Casa

A Nossa Casa está sempre promovendo eventos diferentes para a quebra da rotina das nossas meninas.

Em agosto, tivemos o Mc Dia Feliz com direito a um Ronald pra lá de especial. 

E no mês de setembro, a Nossa Casa promoveu uma Tarde Japonesa. 

Um delicioso Buffet japonês com delícias preparadas na hora e também apresentação Taiko, instrumentos japoneses de percussão. O som dos tambores arrepiaram a todos. A apresentação foi no estacionamento, contagiava até quem passava na rua! 

Foi mesmo muito emocionante. 

A nossa Marcia, arrasou no look de gueixa. 

Foi realmente uma tarde deliciosa! 

Arigato!

ありがと

Bonecas para idosos

É cada vez mais comum em casas de repouso nos EUA o uso de bonecas no tratamento de pessoas com Alzheimer.

Chamada de “Terapia de Abraços”, a técnica devolve aos velhinhos a alegria, alivia o estresse, reduz a depressão, a agitação, a ansiedade e resgata memórias sobre a maternidade/paternidade.

Atualmente, a terapia é aplicada nas Comunidades de Tratamento do Poet’s Walk Memory Care Communities, em oito localidades: nas cidades de Leesburg, Fredericksburg e Warrenton, Virgínia; Cedar Park, Round Rock e San Antonio, Texas; em Henderson, Nevada, e na cidade de Sarasota, Flórida, segundo informações do Só Notícia Boa.

A Terapia de Abraços funciona assim: o boneco é dado aos idosos para “cuidar” como parte de sua programação. Como se fosse um bebê de verdade, eles seguram, balançam e acariciam a boneca. Tudo isso faz aflorar um sentimento de amor e autoestima, fundamentais para a qualidade de vida do paciente.

“Minha mãe ganha vida quando ela abraça esses bonecos”, disse April Hannewald.

A mãe dela vive na Comunidade de Cuidados com a Memória em Nevada. April conta que a idosa fala pouco, mas isso muda “quando estou empurrando-a na cadeira de rodas, ela começa a falar frases inteiras quando passamos as bonecas [dizendo coisas como]: “Oh, olha! O que os bebês estão fazendo?”.

“Entre as várias formas de terapia recreativa que nossos cuidadores oferecem, descobrimos que a “terapia de abraços” é uma das mais simples e mais terapêuticas. É também uma das mais bem sucedidas, pois dá aos nossos residentes um propósito que eles desejam”, conta a diretora executiva da Poent’s Walk Warrenton, na Virginia, Terra Brown.

“Quando me sento com a minha mãe e ela fica inquieta e distraída, tudo o que tenho a fazer é dar-lhe uma boneca e colocar um sorriso no rosto. Ela fala com o bebê e beija a testa dele com frequência”, diz Hannewald.

Para quem tem interesse em aplicar a Terapia, uma dica importante: deve-se usar apenas bonecas que não chorem, para não estressar os pacientes. As bonecas também devem ser tratadas como se fossem bebês reais, ao invés de brinquedos.

Referência: Razões para Acreditar

Cuidar do espírito

Muito se fala sobre a relação entre a saúde física e a saúde espiritual. Mesmo aquelas pessoas que não seguem nenhuma doutrina espírita estão começando a entender que cuidar do espírito é fundamental para manter a saúde sempre em dia, pois de nada adianta tratar os sintomas do corpo se é a alma que está adoecida.

Alguns médicos também reforçam o cuidado do espírito como um fator fundamental para uma vida de qualidade. Um deles é Dr. Paulo Niemeyer Filho, filho do Neurocirurgião Paulo Niemeyer e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer.

Paulo optou pela medicina logo cedo. Começou a faculdade aos 17 anos, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e apenas 15 dias depois de formado, mudou-se para a Inglaterra, onde se especializou em neurologia na Universidade de Londres. Na volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina.

Foram 20 anos de estudo para que Paulo Niemeyer terminasse a sua formação. No entanto, as consequências de sua dedicação são visíveis. Atualmente, ele é chefe dos Serviços de Neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente e opera praticamente todos os dias da semana, ainda encontrando tempo para lecionar no Curso de Pós Graduação em Neurocirurgia da PUC-Rio.

Um grande exemplo de uma pessoa realmente apaixonada por aquilo que faz. Dr. Paulo, um médico muito experiente e influente, acredita que a melhora do cérebro está relacionada ao cuidado do espírito e dá algumas informações muito interessantes sobre a importância do cuidado com o corpo em uma entrevista que deu à Revista Poder. Mostramos abaixo alguns trechos. Confira:

PODER: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?

Dr. Paulo Niemeyer: você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercícios. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.

PODER: Cabeça tem a ver com alma?

Dr. Paulo Niemeyer: eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma. Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.

PODER: O que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?

Dr. Paulo Niemeyer: todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num check-up, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.

PODER: Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?

Dr. Paulo Niemeyer: o exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem que ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado e vice-versa.

Muito esclarecedor, e pode ser a resposta que muitas pessoas precisavam para começarem a cuidar de sua saúde espiritual ainda hoje. 

Referência: O Segredo

Avó daminha no casamento

A dona Cida foi daminha de honra do casamento do seu neto, Marcelo, que é médico e de quem se lembra bastante, apesar da perda de memória causada pelo Alzheimer.

Marcelo e a noiva, Carla, se casaram no final de 2017, na igreja Nossa Senhora da Saúde, em São Paulo. Ao Razões para Acreditar, Marcelo revelou que o convite para avó ser daminha de honra foi uma forma singela de fazê-la se sentir especial e também para guardar uma recordação gostosa da dona Cida.

“Foi uma grande honra ver minha avó de 90 anos levando as alianças com a minha prima. Geralmente pessoas que têm demência lembram de coisas que geram grande impacto emocional, um sentimento forte. Como ela não vinha lembrando de quase nada eu pensei que aquele dia poderia marcar a vida dela agora no presente”, conta Marcelo.

Cida entrou na cerimônia acompanhada pela neta, Renata, surpreendendo os 300 convidados, que esperavam ver uma criança carregando as alianças. Cida estava radiante, achando tudo muito lindo, enquanto Renata tentava, sem sucesso, controlar a emoção.

Daminha no casamento

“Ela não estava entendo muito bem, mas reconhecia pessoas que eram da família dela. Estava feliz e contente. Quando a gente entrou de mãos dadas eu falei ‘vó, tá chegando a hora’, e o meu olho já cheio de lágrima. Aí eu falei ‘é o Marcelo que está casando, seu neto, médico”, lembra Renata.

“Aí na hora que ela viu o Marcelo ela falou assim ‘nossa, eu conheço ele desde pequeno’. Na verdade, ela não lembra que conhece o Marcelo desde pequeno. A gente que chama muito ela de vó pra ela lembrar o que somos dela.”

As duas acompanharam a cerimônia no primeiro banco do lado direito da Igreja. A dona Cida estava completamente encantada com os detalhes da decoração. Ela não lembrava da noiva, mas olhou para Renata e disse ‘nossa, que noiva linda, eu não conhecia ela’. Marcelo e Carla estavam juntos há 17 anos.

Daminha no casamento

“Mas foi bonitinho o encantamento dela. Tinha uma madrinha com um vestido todo rosa, de paetê, e ela ficou toda encantada com o vestido. E teve uma hora que eu fui testemunha do casamento. Então, eu falei ‘vó, só eu que vou lá, você fica aqui’. Eu estava morrendo de medo da reação dela. Mas ela estava tão encantada com as plantinhas, de ver o neto dela…”

Marcelo também vai guardar pra sempre a imagem da avó entrando na Igreja como daminha: “Depois que ela for embora vai ser muito gostoso imaginar como foi o dia. Passou um filme na minha cabeça, de como foi a infância e de como seu gosto dela”.

Como médico, Marcelo acredita que a cerimônia e a festa do casamento fizeram bem à saúde mental da avó: “Na cerimônia e depois na festa ela estava sendo minha avó. Mesmo que ela não se lembre hoje, eu tenho certeza que ela se emocionou e estava gostando muito. Acho que são esses pequenos momentos que têm feito ela ficar viva”.

Referência: Razões para Acreditar

25 set

Estresse

O estresse, devido à crescente exigência sobre pais e filhos, é um fator cada vez mais comum na criação. As férias e as tardes no parque, em muitos casos, tornaram-se atividades extracurriculares que geram uma grande pressão sobre adultos e crianças.

Não há dúvida de que as crianças são uma bênção. Entender o preço do estresse parental que a sua criação envolve e o seu reflexo nas crianças é outra questão. Podemos dizer que criar filhos se tornou quase uma maratona.

Durante a gestação, as futuras mães ouvem que o estresse é um fator de risco que pode ter consequências desastrosas para o desenvolvimento dos bebês. No entanto, a vida muda radicalmente quando a criança nasce.

Grande parte desse estresse surge de uma moda: preencher as agendas das crianças com atividades extracurriculares. Em muitos casos, há também o desconforto derivado da culpa que muitos pais sentem por não passarem muito tempo com seus filhos.

Conselho para as mães sobre o estresse parental

Quando o bebê já nasceu, os pais recebem poucas explicações de como lidar com o estresse ou como não gerar estresse. Pelo contrário, em muitos casos, supõe-se que seja algo que eles precisam aprender naturalmente ao longo do caminho.

Infelizmente, o fato de a mãe ter uma carreira profissional não costuma diminuir o esforço que ela precisa fazer. Esse fato, por si só, já é estressante.

Além disso, muitos especialistas recomendam que o recém-nascido durma no quarto dos pais, mas não na cama deles.

Por outro lado, a mãe também deve ter cuidado com o que come se estiver amamentando. Além disso, pode surgir a ideia de que, se a mulher volta a trabalhar, não ama seu bebê o suficiente; se não volta a trabalhar, também podem pensar que ela não se ama o suficiente.

Fazer coisas continuamente para o seu filho

Todos esses fatores nos dão uma equação de pais muito cansados ​​e estressados. Pessoas que correm atrás dos segundos, tentando encontrar tempo nos lugares em que ele parece não existir.

Assim que as crianças têm idade suficiente para iniciar aulas de música, praticar esportes ou aprender um idioma, o estresse pode aumentar. Pegá-los, levá-los, estar a par de seus horários…

Essas atividades, além de tempo, exigem recursos financeiros para pagar matrículas e mensalidades. Em diferentes momentos, os pais se perguntam se podem proporcionar uma formação mais completa para seus filhos.

A consequência é o ajuste orçamentário e, em muitos casos, o aumento de horas dedicadas ao trabalho para obter o dinheiro necessário para tal formação.

O preço real do estresse parental

Esse estresse prolongado ao longo do tempo prejudica a saúde. Surgirão as dores de estômago, musculares e de cabeça.

As consequências a longo prazo são ainda mais perigosas e incluem aumento da pressão arterial, problemas coronários e transtornos que afetam a saúde mental, como a ansiedade e a depressão.

Estamos falando da saúde dos pais, mas a verdade é que esse grau de estresse parental também afeta os filhos. Desde o início da gravidez, o estresse da mãe se reflete na criança.

Estudos realizados sobre esse aspecto mostram que o estresse materno durante a gravidez pode afetar a fisiologia da criança e a sua estabilidade emocional.

Além disso, durante os dois primeiros anos de vida, as crianças com pais que sofrem de estresse e ansiedade podem ser “contagiadas”. Da mesma forma, parece que um estilo de criação muito controlador atua como um intensificador dessa ansiedade.

Não é necessário correr para ser bons pais

De acordo com esses dados, conclui-se facilmente que pais estressados ​​representam, de alguma forma, um perigo para eles mesmos e para as crianças. Inscrever o filho em muitas atividades “para o seu futuro” pode ter o efeito oposto do esperado se o estresse estiver presente.

Talvez seja o momento de desacelerar e repensar tudo. É possível que tantas atividades não sejam necessárias ou possam ser substituídas por outras mais simples, que gerem menos pressão.

Talvez a academia e a pracinha do bairro não sejam as melhores opções, mas escolher as atividades de maior renome pode ter um preço a longo prazo em termos de saúde que não podemos pagar.

Referência: A mente é maravilhosa

Avós

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração. Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos. Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. Convidamos você a refletir sobre esse tema conosco.

O adeus dos avós: a primeira experiência com a perda

Muitas pessoas têm o privilégio de ter ao seu lado algum dos seus avós até ter chegado à idade adulta. Outros, pelo contrário, tiveram que enfrentar a morte deles ainda na primeira infância, naquela idade em que ainda não se entende a perda de uma forma verdadeiramente real, e onde os adultos, em certas situações, a explicam mal na tentativa de suavizar a morte ou fazer de conta que é algo que não faz sofrer.

A maioria dos psicopedagogos diz de forma bem clara: devemos dizer sempre a verdade a uma criança. É preciso adaptar a mensagem à sua idade, sobre isso não há dúvidas, mas um erro que muitos pais cometem é evitar, por exemplo, uma última despedida entre a criança e o avô enquanto este está no hospital ou quando fazem uso de metáforas como “o avô está em uma estrela ou a avó está dormindo no céu“.

É preciso explicar a morte às crianças de forma simples e sem metáforas para que elas não criem ideias erradas. Se dissermos a elas que o avô foi embora, o mais provável é a criança perguntar quando é que ele vai voltar.

Se explicarmos a morte à criança a partir de uma visão religiosa, é necessário incidir no fato de que ele “não vai regressar”. Uma criança pequena consegue absorver apenas quantidades limitadas de informação, dessa forma, as explicações devem ser breves e simples.

É também importante ter em conta que a morte não é um tabu e que as lágrimas dos adultos não têm que ficar ocultas perante o olhar das crianças. Todos sofremos com a perda de um ente querido e é necessário falar sobre isso e desabafar. As crianças vão fazer isso no seu tempo e no momento certo, por isso, temos que facilitar este processo.

As crianças irão nos fazer muitas perguntas que precisam das melhores e mais pacientes respostas. A perda dos avós na infância ou na adolescência é sempre algo complexo, por isso é necessário atravessar essa luta em família sendo bastante intuitivos perante qualquer necessidade dos nossos filhos.

Embora já não estejam entre nós, eles continuam muito presentes

Os avós, embora já não estejam entre nós, continuam muito presentes nas nossas vidas, nesses cenários comuns que compartilhamos com a nossa família e também nesse legado verbal que oferecemos às novas gerações e aos novos netos e bisnetos que não tiveram a oportunidade de conhecer o avô ou a avó.

Os avós seguraram as nossas mãos durante um tempo, enquanto isso nos ensinaram a andar, mas depois, o que seguraram para sempre foram os nossos corações, onde eles descansam eternamente nos oferecendo a sua luz, a sua memória.

A presença deles ainda mora nessas fotografias amareladas que são guardadas nos porta-retratos e não na memória de um celular. O avô está naquela árvore que plantou com as suas próprias mãos, e a avó no vestido que nos costurou e que ainda hoje temos.

Estão no cheiro daqueles doces que habitam a nossa memória emocional. A sua lembrança está também em cada um dos conselhos que nos deram, nas histórias que nos contaram, na forma como amarramos os sapatos e até na covinha do nosso queixo que herdamos deles.

Os avós não morrem porque ficam gravados nas nossas emoções de um modo mais delicado e profundo do que a simples genética. Eles nos ensinaram a ir um pouco mais devagar e ao ritmo deles, a saborear uma tarde no campo, a descobrir que os bons livros têm um cheiro especial e que existe uma linguagem que vai muito mais além das palavras.

É a linguagem de um abraço, de uma carícia, de um sorriso cúmplice e de um passeio no meio da tarde compartilhando silêncios enquanto vemos o pôr do sol. Tudo isso perdurará para sempre, e é aí onde acontece a verdadeira eternidade das pessoas.

No legado afetivo de quem nos ama de verdade e que nos honra ao recordar-nos a cada dia.

Referência: A mente é maravilhosa

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