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Idosa de 102 anos se casa novamente

Ouvimos várias vezes que não há idade para o amor, mas certamente ninguém o testou como esses dois pombinhos centenários.

Algumas mulheres podem sentir medo de nunca mais encontrar o amor em idade avançada. Por exemplo, algumas mulheres acreditam que, se forem solteiras aos 30 anos, nunca mais encontrarão amor ou estarão simplesmente fadadas ao fracasso. No entanto, isso não tem que ser assim, desde que uma mulher de 102 anos mostrou que por amor não há idade e apesar dela, ela encontrou o amor de novo e se casou com seu noivo de nada mais e nada menos do que 100 anos. 100 anos.

A história de Phyllis e John Cook começa em Sylvania, Ohio, onde o casal mora atualmente. A adorável Phyllis tem 102 anos e John 100. E embora muitos pensem que por causa de sua idade eles apressaram tudo, o casal realmente aceitou o relacionamento com calma e durou um ano como casal antes de decidirem se unir em casamento.

Idosa de 102 anos se casa

O casal se conheceu em uma instituição para idosos. A química entre os dois era quase inevitável, eles passaram muito tempo juntos e desfrutaram de longas conversas, compartilhando refeições, apreciando o pôr do sol e organizando diferentes encontros românticos.

John é um veterano da Segunda Guerra Mundial, que recentemente completou seu centenário, Phyllis, por outro lado, é originário da Virgínia Ocidental e fará 103 anos neste ano.

Segundo Phyllis, os dois se apaixonaram rapidamente. “Eu sei que você acha que pode ser um pouco exagerado para alguém da nossa idade, mas nos apaixonamos um pelo outro”, disse Phyllis.

Deve-se notar que os dois são cozinheiros muito bons e passam muito tempo juntos no centro de vida assistida onde eles gostam de comer e sentar-se ao sol. Além disso, embora passem muitas horas juntos, o casal compreende a importância de cada um ter seu próprio espaço para suas atividades pessoais.

Este casal de veteranos nos mostrou que, por amor, não há restrição e que há uma grande faísca entre eles.

Referência: A Soma de Todos os Afetos

Sarampo

O Brasil só esteve atrás da Venezuela em número de casos de sarampo nas Américas em 2018. E esse surto, aliado à campanha nacional de vacinação, fez muitas pessoas perguntarem sobre a doença — dos sintomas aos tratamentos — para seus médicos.

Coordenadora do Departamento Científico de Imunizações da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), a médica Ana Karolina Barreto Marinho reuniu algumas dessas dúvidas e as respondeu uma por uma. O conteúdo abaixo foi editado:

  1. Quem não sabe se já tomou a vacina deve se imunizar?

Se não há comprovação de vacinação prévia, é importante tomar todas as doses recomendadas, sim. Elas estão disponíveis na rede pública — mais abaixo, você verá o protocolo adequado para cada idade.

  1. Caso a pessoa tome uma dose adicional, há risco para a saúde?

Não. As reações alérgicas, raríssimas, tendem a aparecer na primeira dose.

  1. A vacina do sarampo protege contra outras doenças?

Sim. A versão tríplice viral estimula a produção de anticorpos contra sarampo, rubéola e caxumba. Já a tetra viral também afasta o risco de catapora (varicela).

  1. Há algum componente na vacina do sarampo capaz de desencadear reação alérgica?

Embora seja raro, componentes do imunizante podem causar reações alérgicas em indivíduos predispostos. O produto contém as seguintes substâncias potencialmente alergênicas: albumina humana, sulfato de neomicina (antibiótico), gelatina e traços de proteína do ovo de galinha. No Brasil, uma das vacinas empregadas na rede pública carrega traços de lactoalbumina (uma proteína do leite de vaca).

  1. Quais os cuidados que os pacientes alérgicos devem ter?

Foi demonstrado, em muitos estudos, que mesmo pessoas com alergia grave ao ovo possuem um risco baixíssimo de reações anafiláticas após tomarem suas doses contra o sarampo. No entanto, é indicado que esses indivíduos, por precaução, sejam vacinados em locais que ofereçam condições de atendimento de anafilaxia.

Crianças com alergia grave ao leite de vaca (reações imediatas como anafilaxia) não devem receber a vacina tríplice viral, que contém lactoalbumina. Pelo sim, pelo não, os alérgicos a algum componente do imunizante podem conversar com seu médico antes de irem para o posto.

  1. Quantas doses da vacina eu preciso tomar e quando?

Deve-se seguir o calendário orientado pelo Ministério da Saúde. O esquema vacinal contra o sarampo para crianças é de uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses (a tetra viral) de idade.

Para a turma de até 49 anos que não cumpriu esse esquema, o Ministério preconiza:
• Até os 29 anos: duas doses, da tríplice ou tetra viral
• Dos 30 aos 49 anos: dose única, da tríplice ou tetra viral

Quem já tomou duas dessas injeções durante a vida não precisa mais se preocupar. Mas em caso de surtos — ou mesmo durante campanhas de reforço da vacinação —, não custa tomar uma picada adicional.

Até porque as duas doses padrão garantem uma proteção de mais ou menos 90% contra o sarampo. E uma terceira poderia turbinar ainda mais nossas barreiras imunológicas.

  1. Quais os sintomas do sarampo?

O sarampo apresenta os seguintes sintomas: febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e mal-estar intenso. Logo depois, as manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, costumam dar as caras.

Não há tratamento específico para o sarampo. O próprio corpo lida com o vírus, embora os médicos possam lidar com os sintomas e consequências dele.

Fonte: Saúde Abril

Pediatra atende crianças gratuitamente

Todas as segundas e quintas-feiras, o pediatra Ivan Fontoura, 92 anos, caminha com a esposa, Eva, que é enfermeira, até um posto de saúde em Praia de Leste, um balneário de Pontal do Paraná (PR), para atender 30 crianças gratuitamente.

Eles sabem que o dia será cheio, e recompensador. O trabalho é inteiramente filantrópico, uma vez que ambos não receberão nada por isso. “Eu vou [trabalhar] até quando não poder mais”, diz Ivan.

“Eu quero morrer em pé. Fisicamente eu sofro, trabalhando sem parar, descansando só para tomar um café, mas ser médico é isso. Depois, a gente se recompõem e continua”, relata o pediatra.

“Eu já ganhei dinheiro que dá pra viver. Sempre estive ligado às crianças com necessidades, na parte social, e quis continuar. Havia necessidade de ajudar aqui, porque o povo me conhece e acaba pedindo. Agora então, com o apoio da Secretaria de Saúde, faço isso de forma organizada. Minha esposa me ajuda muito, é uma grande parceria”, contou.

Sobre o Ivan

O pediatra se formou em 1951, aos 24 anos, pela Universidade Federal do Paraná. Fez uma pós-graduação e, logo em seguida, Mestrado na Universidade da Califórnia, além de Doutorado na Sourbone, na França.

São 68 anos dedicados à Medicina, boa parte disso na Pediatria: o médico possui um carinho especial pelas crianças.

Ele mesmo quando criança, a partir dos quatro anos de idade, já sonhava em ser médico. “A verdade é que eu comecei a querer ser médico após receber uma visita de um cirurgião, há quase 90 anos. Eu vi o atendimento dele e aquilo foi mágico. Devagarinho, fui estudando e sempre pensando em ser médico. A Medicina deu muito trabalho, mas é uma fonte de muita alegria. Compensa muito”, destacou Ivan, que é irmão do ator global Ary Fontoura.

Ivan se aposentou em 2005. Seu último trabalho foi como diretor de hospital, onde buscou implantar um atendimento mais humanizado na instituição. “Aquilo foi sério e me cansou muito. Então, tive que sair meio rápido, porque percebi que ou tomava um pouco de ‘rivotril’ ou parava. Então, resolvi parar e, depois de um ano de descanso, comecei a trabalhar de novo, voluntariamente”, salientou.

Os moradores de Praia de Leste tratam o senhor de 92 anos com muito respeito e admiração, devido mais à sua humildade do que seu trabalho voluntário de longa data. “Não houve dia na história da Medicina que não tenha aprendido algo diferente. A Medicina faz você aprender, viver momentos dramáticos e guardar tudo para sempre”, afirmou Ivan, que ainda pretender ter mais histórias para compartilhar e certamente vai ter!

Fonte: Razões Para Acreditar

Água no Inverno

Sabia que nosso corpo gasta muito mais energia no inverno? Isso acontece porque além de queimarmos calorias com as atividades diárias rotineiras, o nosso corpo ainda está trabalhando redobrado para nos manter aquecidos. Esse trabalho todo ocasiona uma perda de água mais acelerada. 

O problema? É justamente no frio que tendemos a nos hidratar menos. Veja em nossa galeria 5 razões para beber água até mesmo no inverno! 

Evita cãibras

Durante os dias frios, temos uma tendência maior para sofrer com cãibras. Elas acontecem quando há falta de água na musculatura. E como no frio tendemos a esquecer de beber água, essas dores aparecem para nos lembrar de correr até a cozinha e tomar um copo com água.

Diminui a fome

A Organização Mundial da Saúde sugere que o ideal é ingerir 2 litros de água por dia. Porém, nessa conta também podem ser incluídos os chás naturais. Eles atuam no organismo nos hidratando e ajudam a segurar a comilança, já que são nos dias frios que sentimos mais fome. Essa fome vem como sinal do organismo, que precisa de mais energia para se manter aquecido. Por isso, se não redobrarmos os cuidados com a alimentação, a temporada de dias frios pode ocasionar uns quilinhos a mais.

Ajuda a emagrecer

Por outro lado, a tendência é que as pessoas percam mais peso no inverno, porque o corpo gasta mais energia para manter a temperatura do corpo. E com isso, costuma-se também perder líquido neste processo. Por isso, é importante manter-se sempre hidratado. Recomenda-se beber um copo de água a cada uma hora mesmo que você não sinta sede, pois a sede já é um sinal do organismo desidratado pedindo líquidos.

Evita ficar doente

É a água presente no sangue que ajuda no transporte dos nutrientes que estão diretamente ligados ao nosso sistema imunológico. Quanto mais hidratado, menos chances de sofrermos com as doenças recorrentes do inverno como resfriados, gripe e alergias.

Desintoxica

As toxinas são eliminadas através da urina e do suor. Se não bebermos líquido o suficiente, essa faxina do organismo fica comprometida, acumulando toda essa sujeira. A combinação de água com limão é uma ótima receita — tanto para intensificar a desintoxicação quanto para reforçar a defesa do organismo por causa da vitamina C do limão.

Fonte: Guia da Semana

 

Herpes zoster em idosos

A herpes zoster é mais comum em idosos devido à queda na imunidade que ocorre nesse período da vida, segundo a médica geriatra Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

“É extremamente comum em idosos, principalmente a partir dos 60 anos. O envelhecimento causa uma modificação no sistema imunológico. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas a partir dos 75 anos possam apresentar o vírus, mas nem todos vão manifestar a doença”, afirma.

Apesar do nome em comum, a herpes simples e a herpes zoster são doenças diferentes. A herpes simples é provocada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) e a herpes zoster é causada pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster, que é reativado, levando à uma inflamação no gânglio nervoso, onde o vírus se aloja.

Elas também se manifestam de maneiras distintas. A herpes simples se caracteriza por pequenas bolhas, chamadas de vesículas, agrupadas na boca ou em outras partes do corpo.

Já a herpes zoster aparece como lesões avermelhadas, geralmente no rosto ou nas costas, as regiões mais comuns, seguidas de vesículas. As vesículas acompanham um nervo, por isso aparecem só de um lado do corpo e podem causar dor intensa, a chamada neuralgia. Quando se formam crostas, significa que o ciclo do vírus está encerrado. 

“Geralmente causa dor. Por isso, costuma ser confundida com alergia ou picada de inseto, o que causa atraso no diagnóstico e grave prejuízo ao tratamento, que deve ser iniciado o quanto antes”, afirma.

Segundo a médica geriatra, cerca de 98% da população brasileira têm o vírus da herpes zoster alojado no corpo. “Até os índios do Xingu têm. Não é preciso ter tido a doença para ter herpes zoster, basta o contato com o vírus. Quando há queda da imunidade, esse vírus pode se manifestar. Está havendo um aumento da doença entre jovens devido ao estresse”, explica.

Ao se manifestar, a herpes zoster dura de 7 a 10 dias. Nesse período, ela é contagiosa caso haja contato de pele com pele, pois o vírus fica ativo dentro das vesículas — ele não é transmitido pelo ar. Embora a grande maioria das pessoas já tenha tido contato com o vírus ao longo da vida, a médica geriatra ressalta que a pessoa com herpes zoster não deve ter contato com grávidas.

“A gestante é imunodeprimida e a doença é perigosa para ela e para o bebê. Entre os perigos estão a herpes mais alastrada, encefalite e doenças que atingem as meninges”, afirma.

Entre os riscos de complicações da herpes zoster estão cegueira, surdez e a chamada neuralgia pós-herpética, uma dor no local durante anos mesmo após o fim da manifestação da doença. O problema também pode evoluir para infecções bacterianas, de acordo com Kairalla.

O tratamento da herpes zoster é feito por meio de antivirais usados para controlar a replicação do vírus, mas eles só fazem efeito se forem utilizados nas primeiras 48 horas do aparecimento das lesões na pele.  “A eficácia ocorre somente nesse período. O remédio diminui o tamanho da lesão”, diz.

Quem já teve a doença pode ter de novo, mas é raro. “A herpes zoster é reincidente em 10% das pessoas”. Segundo a médica, a melhor forma de prevenção é a vacina própria, chamada Zostavax, indicada após os 60 anos. Essa vacina é oferecida apenas na rede privada e custa em torno de R$ 450.

Fonte: R7

abacate já foi taxado como vilão da saúde e da boa forma por ser rico em gorduras e calorias. No entanto, há algum tempo ele tem se destacado como uma das frutas mais poderosas para quem busca saúde e, além disso, um corpo enxuto.

Inclusive, consumir a quantidade certa, na hora certa, pode dar uma forcinha extra na dieta e na conquista de massa magra.

Benefícios do abacate à noite

Conforme explica a nutricionista funcional Gabriela Ghedini, o abacate tem uma grande composição vitaminas B e B3, que são capazes de equilibrar os hormônios responsáveis pelo sono e, por isso, o seu consumo antes de dormir potencializa efeitos benéficos para o corpo.

“O abacate atua de forma muito eficaz para o ganho de massa muscular por conter altas concentrações de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), que agem como anti-inflamatório no processo de construção muscular e ainda previnem lesões”, comenta.

Um dos hormônios é o GH, o do crescimento, que tem seu pico de produção durante a madrugada. No adulto, o GH auxilia o crescimento dos músculos e ainda ajuda o organismo a usar a gordura estocada como energia.

E o abacate potencializa exatamente a ação do GH. Por isso, na medida certa, os benefícios podem ajudar quem busca a perda de peso e quer desejar a silhueta.

“O GH é um dos hormônios fundamentais para a produção de proteína no músculo, inclusive em mulheres”, conta a especialista.

Quanto consumir?

A recomendação é consumir 2 colheres de sopa da fruta, sem açúcar ou adoçante, antes de deitar, como ingrediente para a ceia.

Se desejar, misture com um pouquinho de cacau sem açúcar para obter uma mousse.

Mais benefícios

Além disso, o abacate atua como anti-inflamatório por ser rico em fitoesterois, melhorando , assim, a saúde cardiovascular. Há também a glutationa, antioxidante importantíssimo para combater o envelhecimento precoce, prevenir alguns tipos de cânceres e diminuir as concentrações de cortisol (hormônio do estresse) no organismo.

Ele também atua diretamente sobre o colesterol ruim, pois consegue diminuir seus níveis no sangue de forma considerável.

Por fim, a fruta gordurosa mantém a fome sob controle e, por isso, torna-se uma excelente opção para quem sente aquele vazio no estômago na hora de ir para a cama.

Fonte: Vix

Em junho passado, o senhor Manoel Bernardino, de 91 anos, concluiu o ensino médio, encerrando uma jornada de seis anos de muito estudo e dedicação. Até 2013, o idoso não sabia ler nem escrever.

Concluídas todas as etapas do ensino fundamental e médio, no Cesu Custório Furtado de Souza, escola dedicada à alfabetização de jovens e adultos, em Juiz de Fora (MG), Manoel se tornou uma inspiração para alunos e professores.

“Ele se tornou um exemplo para todo mundo”, elogia o professor e vice-diretor do Cesu, Sérgio Oscar. Acompanhado da diretora Rosangela da Silva Campos de Paula e da vice-diretora Marta Britto, Sérgio encontrou em um livro a forma de homenagear e agradecer a Manoel pelo seu exemplo.

“Ele é um aluno muito esforçado, muito assíduo. Pode chover granizo que ele está aqui na escola. A sala de aula ocupa um lugar muito importante na vida dele”, afirma.

Desde que se alfabetizou, o idoso começou a escrever e não parou mais. Ao longo dos anos, escreveu 103 poemas, compilados em um livro: “Em busca dos sonhos perdidos”, lançado na sua formatura do ensino médio, com a presença de colegas, amigos, familiares e professores.

Fonte: Razões para Acreditar

Quando chegamos ao mundo, somos crianças e esperamos permanecer nessa condição durante toda a nossa vida. Ser amado, mimado e educado. 

Deixamos nossos pais desperdiçarem doses gigantescas de amor durante toda a nossa jornada pela vida. Que quando a vida dói, temos o colo de uma mãe para se alegrar. 

Que quando a vida se torna angustiante, encontramos sábios conselhos em nossos anciãos. Quando algo está faltando, há sempre um vazio, um sentimento estranho de que somos a exceção.

Mesmo quando somos adultos, procuramos reconhecer nossa infância aos olhos de nossos pais. Nós secretamente queremos sua atenção cuidadosa, como aquela refeição favorita em nosso aniversário.

Você nunca está pronto para mudar de lugar nesse relacionamento.

É difícil aceitar que nossos pais envelhecem. Entenda que essas pequenas limitações que começam a aparecer não se devem à preguiça ou desdém. Que se eles se esqueceram de dar uma mensagem não é porque eles não se importam com a nossa urgência. Que se lhes pedir para repetir as coisas que são por que não ouvem muito bem – e às vezes não surdos, mas simples distração. 

Levamos muito tempo para aceitar que eles não são mais os mesmos – eu ia dizer “super-heróis”. 

Não podemos e devemos compartilhar com toda a nossa angústia, porque para eles as proporções são muito mais elevadas e que tudo está desequilibrado: frequência cardíaca, pressão arterial, índice glicêmico, ou equilíbrio emocional.

Pouco a pouco estamos nos tornando cerimoniosos para o amor. Tentando dizer a eles sobre o que é evitável. Assim, involuntariamente, começamos a inverter os papéis de proteção. Nós começamos a tentar proteger nossos pais das desventuras deste mundo.

Dizemos a eles que estamos indo bem, apesar de estarmos em crise. Nós amortecemos o diagnóstico do pediatra para que a doença do neto pareça simples. Nós escondemos problemas conjugais para fingir que construímos uma família duradoura. Filtramos a angústia que pode ser temporária em vez de compartilhar qualquer problema. 

Eles não precisam se preocupar: ficaremos bem no final do dia e, se não, no final de nossas vidas. No entanto, quando mudamos esses pequenos detalhes no relacionamento, ficamos um pouco órfãos. 

Nós mantemos nossos olhos abertos no meio da noite sem sermos capazes de correr chorando para as camas dos nossos pais. 

Escondemos nosso medo de ficar sem emprego, acabar nosso relacionamento, ou perder nossa casa para que não sofram desnecessariamente, e por isso ficamos sozinhos nessa espera, sem um colo, um abraço ou um sorriso para nos consolar.

Quanto mais perdem o vigor, a audição, a memória, mais nos sentimos sozinhos, sem entender por que o inevitável aconteceu. Mesmo um conflito interno pode aparecer para esperando a reagir ao envelhecimento do corpo que lutar mais em seu favor, sem perceber, na nossa própria confusão, eles não têm mais a mesma consciência que não temos nenhuma maneira de impedir a passagem de os anos e eles simplesmente têm o direito de se sentirem cansados.

No meio de tudo isso, pode chegar o dia em que nossos pais serão transformados, sim, em nossos filhos. Para que devemos lembrar de comer, tomar uma medicação ou pagar uma conta. 

Para quem é necessário guiar nas ruas ou dar a mão para que não caiam nas escadas. 

Aqueles que devemos nos preparar para mandar para a cama. E talvez alimentar, levando uma colher para a boca.

E serão crianças mais difíceis porque não se lembram de quem são seus pais. Eles vão reagir à sua primeira bronca porque sabem que, no fundo, você acha que lhes deve obediência. 

Eles minimizarão seus primeiros argumentos e tentarão mostrar que ainda são independentes, mesmo quando esse momento já passou, porque é difícil imaginar a nós mesmos sem controle total de nossas próprias rotinas. 

Mas eles cedem gradualmente, quando a força física ou mental é reduzida e eles podem encontrar em seu amor por eles um equilíbrio para todas as mudanças que os assustam.

Não será fácil para você. Não é a lógica da vida. 

Mesmo se você for pai, ninguém o prepara para ser pai de seus pais. E se você não for, você terá que aprender as peculiaridades desse papel para proteger aqueles que ama.

Se puder, sorria para seus comentários senis ou conte uma piada enquanto comem juntos. 

Ouça aquela história repetida até à exaustão como se fosse a primeira vez e faça perguntas como se tudo estivesse inédito. 

Beije na testa com o máximo de ternura possível, como quando você coloca uma criança na cama, prometendo que quando ele abrir os olhos, na manhã seguinte, o mundo ainda estará lá, como antes, intocável, para brincar.

Ora, se você veio para cá com seus pais, com uma licença para interferir em suas vidas, foi porque eles tinham um longo caminho de amizade. E se você pretende viver esse momento com toda a intensidade, só demonstrará quão grande é a sua capacidade de amar e devolver o amor que a vida lhe ofereceu.

Fonte: Significado dos sonhos 

Trabalho de reciclagem realizado na cidade de Kamikatsu foi considerado o ‘mais bonito do Japão’

KAMIKATSU, JAPÃO — Não há coleta de lixo na pequena cidade japonesa de Kamikatsu. Seus 1.500 habitantes vão ao aterro sanitário para pacientemente separar seu lixo em 45 categorias. O objetivo final é reciclar tudo.

— Sim, é complicado — admite Naoko Yokoyama, de 39 anos, no meio de um labirinto de contêineres e caixas no centro de triagem. — Mas desde que me mudei para cá há um ano, presto mais atenção ao meio ambiente.

As categorias variam de travesseiros a escovas de dentes, garrafas (dependendo do tipo de vidro), recipientes diferentes, objetos de metal etc.
Localizada nas montanhas 530 quilômetros a sudoeste de Tóquio, a vila de Kamikatsu pretende reciclar tudo sem enviar nada para os incineradores até 2020.
Embora os funcionários do centro de resíduos ajudem, há muito trabalho para os vizinhos que devem lavar e secar sacos, embalagens e recipientes para facilitar a reciclagem.
Alguns objetos exigem desmontagem. Em um canto, um homem usa um martelo para extrair as peças de metal das prateleiras que ele trouxe. Em outro, os trabalhadores do centro de triagem cortam uma longa mangueira de borracha em pedaços. O local tem compressores para latas e plásticos
Para ajudar, um folheto descreve o trabalho como “o mais bonito do Japão”, apresentando em 16 páginas duplas, uma infinidade de fotografias e desenhos acompanhados por uma foto do recipiente ou caixa a usar.

Muitos municípios no Japão exigem a classificação do lixo, mas geralmente em um pequeno número de categorias (plástico, lata, papel etc.), e a maioria dos resíduos domésticos é incinerada.
Kamikatsu passou a fazer diferente depois que recebeu um ultimato: em 2000 o município recebeu a ordem de fechar uma de suas duas incineradoras, que não cumpria as normas de poluição.
— Então pensamos que se não podiamos queimar o lixo, deveríamos reciclá-lo — conta uma funcionária pública, Midori Suga.
A localidade está perto de alcançar seu objetivo, com uma taxa de reciclagem de 80% de suas 286 toneladas de resíduos produzidos em 2017, bem acima da média nacional de apenas 20%.
Embora o Japão produza menos resíduos per capita do que a maioria dos países desenvolvidos, é líder no lixo plástico per capita, atrás apenas dos Estados Unidos. Até recentemente, o arquipélago exportava parte dele, especialmente para a China, mas Pequim não quer mais o plástico japonês.
A população de Kamikatsu é consciente. O sistema “funciona porque somos apenas 1.500 pessoas”, explica Yokoyama.


Estilo de vida plástico


— É claro que incinerar é fácil —, diz Saeko Takahashi à AFP, lavando caixas de leite e amarrando seus jornais. — Mas é melhor reciclar.
Um contêiner de adubo recebe os restos de carne e peixe, enquanto as cascas de frutas e legumes vão parar direto no seu jardim.
— Os alimentos duram mais tempo embrulhados em plástico, mas não há necessidade de multiplicar as camadas — explica.
Kazuyuki Kiyohara, 38 anos, diretor do aterro, diz que o plástico é o que mais chega e que seu consumo diminuiu pouco.
— Nosso modo de vida depende do plástico — constata. — Os consumidores podem reduzir o lixo até certo ponto, mas sempre teremos alguns, enquanto os fabricantes produzirem objetos de plástico.

As caixas plásticas para as refeições, o envoltório plástico de bananas ou tomates, as sacolas, colheres ou canudos distribuídos em todos os lugares… O Japão está longe de eliminar este material.
Em 2018, no entanto, o governo anunciou a meta de reduzir em um quarto até 2030 sua produção anual de resíduos plásticos, que foi de 9,4 milhões de toneladas.
As empresas privadas adotam iniciativas, mas seguindo um cronograma que parece muito aquém das disposições já adotadas em outros países.
— Não devemos nos concentrar apenas nos resíduos — diz Suga. —Precisamos de políticas que limitem sua produção.

Fonte: O GLOBO

Integrando movimentos da capoeira com canto, jogos e dança, as aulas têm transformado a vida de muita gente

Com adaptações de movimentos da capoeira, sincronizada com brincadeiras, danças e músicas populares ritmadas ao som do berimbau, entre outros instrumentos, a gingoterapia tem movimentado a vida de idosos em Perus, região noroeste da capital paulista, e bairros vizinhos. O responsável por isso é Geraldo Sebastião Pinto Sobrinho, conhecido como mestre Geraldinho, de 60 anos; 39 deles dedicados à capoeira.

Há cerca de oito anos, ele começou a dar aulas de capoeira como voluntário para um grupo de 15 pessoas idosas, numa Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima à sua academia. Ao identificar dificuldades na turma para executar alguns dos movimentos característicos da prática, desenvolveu alternativas. “Foi quando criei essas brincadeiras que eles fazem. E ao mesmo tempo, praticam capoeira”, explica o mestre.

Desde então, as adaptações propostas atraem cada vez mais idosos. Atualmente, são quase 300 alunos, divididos em sete turmas. Para realizar as aulas, distribuídas de segunda à sexta-feira, além de sua academia, Geraldinho utiliza espaços cedidos por igrejas e núcleos voltados para a saúde do idoso. No total, as aulas ocorrem em seis lugares diferentes: três deles em Perus, um no Morro Doce, no distrito Anhanguera; outro na Vila Aparecida, em Caieiras e um na Vila Piauí, no distrito Lapa.

Duas de suas turmas, ele mantém em sua academia, também em Perus. Na Vila Piauí, a aula é realizada em um Núcleo de Convivência do Idoso (NCI). Espaço onde ocorrem outras atividades voltadas para o bem-estar dos idosos. “Descobriram a gingoterapia e me convidaram para fazer um trabalho com eles lá, uma vez por semana. São duas horas de aula”, conta.

Mais do que atividade física, a gingoterapia tem promovido inclusão e transformado a vida dos alunos. Foi o que aconteceu com a aposentada Aparecida de Jesus Pacheco, 67, que há quatro anos pratica a atividade em Perus. “Eu vivia de cara fechada. Quem me olhava, achava que eu estava sempre com raiva. Não sabia o que era ser feliz”, afirma emocionada.

Devido sua deficiência auditiva, agravada gradualmente com o passar dos anos, ela mal saía de casa. Encontrou na gingoterapia incentivo para se relacionar. Por meio de leitura labial, acompanha as aulas e estabelece laços. “Eu comecei a ter as minhas amizades e a retribuir o carinho que as amizades precisam. Acho que formei minha segunda família”, conclui.

A dona de casa Odiva da Silva Sabino, 79, que participa há três anos das aulas no Morro Doce, evidencia a reposição das energias. “A gente tem ânimo. Chego em casa, é como se eu não tivesse feito nada. Estou leve, pronta para fazer meu trabalho do lar”, afirma.

Foto: Ira Romão/Agência Mural

Na gingoterapia, assim como na capoeira, os alunos passam por graduações. Cordões, em forma de colares, simbolizam o nível da prática. Para o futuro, o mestre quer seu legado cada vez maior e, desde o ano passado, vem ministrando formações para professores e mestres de capoeira que desejam trabalhar com pessoas idosas.

Fonte: Dia do Desafio
 

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