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30 jan

O poder do bom humor.

por Maila Campozana

Bom humor

Imagine a seguinte situação: em uma segunda-feira de manhã, chuvosa, o despertador não toca. Começa a correria para agilizar o desjejum, até que os respingos de café caem na camisa limpinha. Depois de trocar de roupa, dá a partida no carro e ele não funciona. Vai ter que pegar o transporte público lotado, mas, claro, antes pisa na poça d’água e encharca o sapato. O humor de qualquer um acaba piorando com uma série de situações que pode comprometer o resto do dia, especialmente no ambiente de trabalho.

Segundo o palestrante Erik Penna, uma pessoa mal humorada tende a ficar reclamando das coisas e assim, às vezes, consegue influenciar negativamente os colegas de trabalho, podendo reduzir o próprio desempenho, como também de boa parte da equipe.

“O estudioso no assunto e psicólogo Daniel Goleman, relata que o mau humor nos deixa menos agradável com as pessoas que nos rodeiam, podendo, assim, atrapalhar a sinergia da equipe e reduzir a eficácia de todos”, conta ele.

Além disso, Goleman descreve em sua obra “O cérebro e a inteligência emocional” que, para uma melhor eficácia pessoal, é necessário estar no melhor estado interior e que as pessoas de bom humor costumam ser mais criativas, melhores na resolução de problemas, possuem maior flexibilidade mental e são mais eficazes na tomada de decisões.

“Pare para pensar como é gostoso trabalhar ou ser atendido por uma pessoa alegre, bem humorada e de bem com a vida. Isso nos transmite energia positiva, pois o otimismo é contagiante e nos impulsiona para as mais belas conquistas”, afirma Penna.

AS EMPRESAS E O BOM HUMOR

Uma série de empresas têm priorizado os candidatos e funcionários bem humorados e otimistas, e isso não vem dos dias de hoje. Bob Iger, chefão da Disney, afirmou durante uma entrevista para a revista Veja em 2013, que são avaliados diversos requisitos na hora de contratar alguém. Para ele, uma das principais características para se trabalhar na Disney é que a pessoa seja pró ativa e otimista.

De acordo com Penna, uma pessoa feliz tende a colher melhores resultados do que uma pessoa infeliz. “Nesse período de incertezas econômicas, é preciso enfatizar e cultivar ainda mais a cultura do otimismo dentro das empresas. Ações simples podem ajudar num ambiente mais leve, positivo e produtivo, como por exemplo: criar a notícia boa do dia, onde cada colaborador precisa falar de algo especial que aconteceu naquele dia. Um momento durante as reuniões aberto para se falar de fatos otimistas”, explica.

Além disso, um profissional bem humorado e otimista costuma ficar menos estressado. Um estudo científico da Universidade da Califórnia (USA) aponta que o sorriso faz com que se aumente o nível de colesterol bom no sangue, podendo ainda reduzir o estresse à medida que faz aumentar o nível de cortisol e adrenalina.

Penna destaca por fim que é preciso ter cuidado com o pessimismo, afinal, é normal do ser humano a seguinte atitude: se acontecer 10 fatos no dia dele, sendo 9 bons e 1 péssimo, é bem provável que ele fique falando mais do ponto negativo do que dos outros 9 positivos. “Você não controla tudo que acontece em sua vida, mas decide de que forma vai agir com as coisas que acontecem com você”, conclui.

 

Fonte: ticketegestao.com.br